sábado, 6 de agosto de 2011

Cresce Casos de Alergias à Baratas.


Baratas existem na Terra há cerca de 350 milhões de anos e acompanham o ser humano desde tempos imemoriais. Existem diversas espécies de baratas, como formas e tamanhos diferentes convivendo com seres humanos. A maioria vive em ambientes externos, somente entrando nas casas à procura de comida, normalmente à noite. Algumas espécies se adaptaram aos ambientes domiciliares e vivem em ralos, frestas, armários, pias, parte interna de mesas e cadeiras, etc, geralmente em locais escuros e úmidos durante o dia, surgindo mais comumente à noite. O problema torna-se ainda maior na população carente, nos prédios com muitos habitantes e nas áreas urbanas desprovidas de recursos sanitários.

Baratas podem ser carreadoras de doenças, como doenças intes
tinais(gastrointerites) e, além disso, provocar alergia. A sensibilidade aos antígenos(CAUSAM RESPOSTA IMUNOLÓGICA) da barata - em especial a Blatela germânica(Francesinha) e a Periplaneta americana(Barata de esgoto), tem sido estudada como importante alergeno em residências, principalmente entre populações urbanas carentes. Provoca alergia em função da presença de enzimas digestivas presentes em suas fezes. Embora suas partículas fecais(fezes), sejam maiores e mais pesadas do que as dos ácaros, podem ficar em suspensão e serem inaladas através das narinas e boca ou penetrar através dos olhos. Alergia à barata pode ser em algumas pessoas, uma causa importante de asma, rinite, alergia ocular e mais raramente, de alergias na pele.

O estudo destes insetos tem se intensificado nos últimos anos, sendo descritos alguns fatores, seriam os provocadores da alergia, como por exemplo, proteases presentes em seu tubo digestivo, que exerceriam papel importante no aparecimento das doenças alérgicas. Um dado interes
sante é que foi descrita também a presença de uma proteína, chamada de tropomiosina, que também pode ser encontrada em ácaros e no camarão(artrópodos). Por isso, pode ocorrer uma reatividade cruzada entre ácaros, baratas e camarão.

Dizem que se o mundo acabar, sobrarão apenas baratas!


Esta afirmação tem um grau de verdade, pois sabe-se que as baratas desenvolvem resistência aos inseticidas e que tem uma capacidade de sobrevivência muito grande. Estudos recentes mostram que mesmo após o extermínio eficiente de baratas, seus alérgenos podem permanecer no ambiente por até seis a oito meses.


Um dos fatores mais importantes para a sobrevivência das baratas é a presença de água no ambiente pois seu organismo não vive sem ela: Uma barata é capaz de sobreviver por 42 dias apenas ingerindo água e apenas 12 dias sem água, mesmo que receba alimento suficiente. Por isso é importante manter bem secos os locais como pias da cozinha, banheiro, consertar pequenos vazamentos, etc.



Guerra às baratas!

Tenha sempre em mente que a praga(barata), para se reproduzir, precisará de três condições básicas em sua casa: ÁGUA, ABRIGO E ALIMENTO. Portanto:

  • Mantenha sua casa limpa.
  • vede quaisquer orifícios que possam servir como abrigos

  • Combata focos de umidade, em especial na cozinha e no banheiro.
  • Não guarde comida fora de recipientes: evite o acúmulo de restos de alimentos.
  • Não coma nos quartos. Evite lanchar ou se alimentar nos períodos em que estiver em sua cama.
  • Ralos devem ser mantidos tampados.
  • Lacre fendas e frestas em assoalhos, tetos e armários.
  • Retire o lixo com freqüência.
  • Faça uma desinsetização periódica (só em ultimo caso e com empresa registrada no órgão ambiental competente) - sempre na ausência do alérgico(quando não houver alguém com alergia)
  • Caso exista alguma contraindicação para uso de produtos químicos em

“spray”, pode-se utilizar: mata - baratas, ácido bórico ou armadilhas.

  • Se o prédio onde mora tiver foco de baratas, comunique ao síndico.


Fonte: Adaptado pelo Biólogo Ambiental Carlos Simas do blogalergia.







Um comentário:

Lukikos disse...

Olá, Carlos Simas,

Meu nome é Carla e sou moradora de Belo Horizonte. E sempre ouvi que baratas evitam o contato direto com humanos. No entanto, por 3 vezes, já tive contatos 'mais que imediatos' com esses insetos nojentos (apesar de admiráveis): por duas vezes, uma barata subiu pela minha perna; e de outra vez, deitada no sofá, uma escalou o sofá e as minhas costas. Não preciso dizer o asco que senti. No entanto, isso acabou por chamar a minha atenção. Não conheço casos semelhantes. E pergunto: temperatura, odor da pele, alguma coisa poderia justificar esses eventos?
Gostaria realmente que me respondesse.

Obrigada, Carla de Belo Horizonte.