quarta-feira, 2 de julho de 2008

OMS: Gerenciamento da água evitaria 10% do 'fardo' das doenças

Menino afegão bebe água diretamente de rio em Kandahar


Um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado nesta quinta-feira afirma que 10% dos problemas gerados por doenças no mundo todo poderiam ser evitados com um melhor gerenciamento da água - com melhorias no sistema de fornecimento de água potável, mais saneamento e higiene.

"Um décimo do fardo global gerado por doenças pode ser evitado ao alcançarmos melhoramentos na forma como gerenciamos a água", escreveu Maria Neira, diretora do setor de Saúde Pública e Desenvolvimento da OMS, no prefácio do documento Safer Water for Better Health ("Água Segura para uma Saúde Melhor", em tradução livre).

"Já foi provado que soluções sustentáveis e com boa relação de custo podem diminuir este fardo."

"São necessárias ações para garantir que (estas soluções) sejam implementadas e sustentadas no mundo todo e, especialmente, para o benefício da população mais afetada - crianças nos países em desenvolvimento", acrescentou.

Doenças

No caso da diarréia, segundo o relatório da OMS, 88% dos casos no mundo todo podem ser atribuídos à água não potável, ao saneamento inadequado ou à higiene insuficiente.

Estes casos resultam em 1,5 milhões de mortes a cada ano, a maioria delas de crianças. Segundo a OMS, na categoria diarréia estão incluídas doenças mais graves como cólera, tifóide e disenteria.

A organização também afirma em seu relatório que o peso abaixo do normal na infância causa cerca de 35% de todas as mortes de crianças abaixo de cinco anos no mundo todo.

Segundo a OMS estima-se que 50% destes casos de desnutrição ou peso abaixo do normal estão relacionados a casos repetidos de diarréia ou infecções intestinais causadas por parasitas, como resultado de saneamento inadequado ou higiene insuficiente.

O número total de mortes causadas direta e indiretamente por desnutrição induzida por esses fatores chega a 860 mil por ano em crianças com menos de cinco anos.

Segundo o levantamento feito pela OMS em 192 países, no Brasil as mortes causadas por problemas relacionados à água, saneamento e higiene chegaram a 28,7 a cada mil, 2,3% do total de mortes no país em 2002.

No Iraque, por exemplo, a população é menor, então o número de mortes é de 22,8 em cada mil, 10,7% do total de mortes no país.

No Canadá, foi registrada 0,5 morte a cada mil, um índice de 0,2% do total de mortes no país em 2002.


Fonte: Site BBC Brasil


Nossa opinião: Por essa matéria, podemos deduzir facilmente, o quanto cada governante em nosso país, economizaria aos cofres públicos, bem como, quantos milhares de preciosas vidas seriam salvas, pelo simples fato de se possuir água de qualidade, esgoto e lixo domiciliar tratado, enfim, saneamento básico à população. Fala-se muito aqui no Brasil do PAC, (plano de Aceleração do crescimento), como instrumento capaz de trazer grandes melhorias aos municípios, neste sentido. Governantes acordem: água tratada e saneamento básico é um ótimo investimento econômico, social e político.

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