segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Temporão: combate a dengue deve ser prioridade para os novos prefeitos

Ministro da Saúde José Gomes Temporão




(Crédito da foto: Wilson Dias/ABr)

Em reunião que contou 72 dos 90 prefeitos eleitos do Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, José Gomes temporão, pediu que as novas equipes estimulassem as medidas e mobilizem seus municípios no combate a dengue. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, dia 10 de novembro, em Petrópolis e foi realizado pela Associação Estadual de Municípios (Aemerj) e pelo Sistema Fecormercio-RJ.

Para Temporão, o controle da doença deve ser uma das primeiras medidas dos novos gestores. O objetivo é que as ações de prevenção à dengue e de atendimento à população façam parte da pauta das equipes de transição e do trabalho do fim de governo dos prefeitos que estão encerrando sua gestão.

“Devemos dar prioridade total à dengue. As novas equipes devem estimular medidas que mobilizem seus municípios. É necessária uma chamada à sociedade, envolvendo as escolas, o empresariado e os meios de comunicação. O desafio, neste ano, é transformar as informações em ações”, afirmou o ministro.

Temporão também lembrou que as Forças Armadas estão definindo os locais de treinamento de recrutas que reforçarão a estratégia contra a doença. O preparo começa até o início de dezembro.

Fonte: Site www.riocontradengue.com.br

Nossa Opinião: "Prioridade Contra a Dengue, Ministro"? Que os novos prefeitos lhe ouçam, pois desde 1988, que atuamos no combate à endemia e não vejo isso acontecer, pelo contrário, onde passei (e olha que foram inúmeros municípios), não vi essa prioridade. Na realidade, a questão da dengue sempre fica relegada ao 3º plano dentro dos municípios, principalmente em épocas de baixa incidência da doença. Nunca existem, quantidades suficientes de funcionários, incentivos e estímulos aos mesmos, por palestras e treinamento constante, tanto que na sua grande maioria, estão desanimados e desestimulados, uniformes, identificações, insumos, equipamentos, às vezes até formulários, viaturas suficientes, pois são desviadas, para a saúde coletiva, transporte de pacientes, de documentos, medicamentos, tudo o mais, menos no que deveria ser que é o controle da Dengue. Sem contar que sem manutenção, acabam virando sucatas, que viram depósitos de água parada, servindo de criadouro do próprio mosquito da Dengue em locais abandonados, como várias vezes a própria mídia televisada e escrita noticiou. Não estamos aqui dizendo, que as atividades supracitadas, não tenham ligação direta com o cambate a Dengue, lógico que têm, o que estamos dizendo é que, se não há estrutura robusta dentro do município, para simples (ou complexas) operações de campo, o que poderíamos mais esperar, a não ser proliferação de focos? Esperamos que de fato, com os novos prefeitos eleitos, seja diferente para melhor, que haja o milagre, que se forme uma equipe técnica preparada, que haja compromisso, carinho e responsabilidade com a população, que cesse as tristes e irreparáveis perdas de preciosas vidas por Dengue e finalmente que haja, o que também não vemos (pelo menos funcionar, se é que existe), a fiscalização séria do Ministério da Saúde, do dinheiro público, que se diz investir nesses municípios. Estamos na torcida do compromisso "do fazer" e amor pelo cidadão (ã)!

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