quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Aranha Marrom (Loxosceles Sp.)

















Foto gentilmente cedida por um amigo do Paraná que sofreu acidente, em sua residência, nesta madrugada, enquanto dormia.



(Loxosceles sp)




Prezado Dr: fui picado por uma aranha com características de aranha marrom mas o médico não soube identificar pesquisei sobre o assunto e li seu artigo no site por favor se puder me dar alguma resposta estou enviando algumas fotos.obs fui picado no dia de hoje ás 1 hora da madrugada fui ao hospital e fiz o soro antiloxoscélico e capturei a aranha que estou mandando a foto.obrigado peço sua resposta urgente.estou preocupado porque encontro frequentemante este tipo de aranha na minha casa.obrigado.

Mazocch/Paraná.





O post de hoje é de suma importância em nossa região (dos lagos/Rj), e em todo Brasil, já que ocorrem diariamente vários acidentes envolvendo Aranhas Marrons. Portanto, é comum e natural, até por falta de informações, que os pais, ou responsáveis, principalmente por crianças acidentadas, inicialmente, entrem em desespero.


Felizmente, na sua maioria, são acidentes leves (inoculação de pouco veneno), criando pequenos inchaços e dores localizadas, que nem chegam ser notificados, à autoridade em saúde do município. Os hospitais da região tem capacitado equipes de saúde, quanto ao tema.

Aranhas Marrons são aranhas muito pequenas, não passando de quatro cm de envergadura, vivem em ambientes escuros e secos onde fazem teias irregulares, muito parecidas com fiapos de algodão, onde capturam seu alimento que é composto basicamente por insetos (moscas, besouros, baratas, etc).


Na natureza, as aranhas marrons são encontradas sob cascas de árvores, debaixo de pedras e dentro de grutas. Nas cidades, esses animais proliferam dentro das residências humanas, onde fazem teias atrás de móveis; quadros; pilhas de madeira e material de construção. São aranhas muito tímidas e de hábitos noturnos e os acidentes ocorrem quando são comprimidas contra o corpo dentro de roupas, toalhas, roupas de cama etc.

Seu veneno é extremamente tóxico para o organismo humano e o local da picada apresenta bolhas; inchaço; aumento de temperatura e lesões hemorrágicas; com ou sem dor em queimação. A ausência de dor faz com que o acidentado demore a procurar socorro médico, o que pode complicar o tratamento. Após alguns dias a área da picada apresenta necrose que deixa uma úlcera de difícil cicatrização.






Imagem da Lesão







Outras alterações que podem aparecer no acidente por aranhas marrons são: febre alta nas primeiras 24 horas, dor de cabeça; coceira generalizada; dor muscular; náuseas; vômitos; visão turva; diarréia; sonolência; irritabilidade e, nos casos graves, coma. Em certo número de acidentes podem ocorrer complicações devido à ação do veneno sobre as células do sangue, ocasionando anemia, equimoses e urina com sangue o que pode levar a insuficiência renal aguda e óbitos. Curiosidades: O predador natural da aranha marrom é a lagartixa de parede (Hemidactylus mobuia), encontrada andando por paredes e tetos das casas.


Porém, a lagartixa vem sendo dizimada com o avanço urbano e, por desconhecimento, muitas pessoas as matam sem saber que são inofensivas e benéficas. Por isso o grande número de casos de acidentes com aranha marrom que,
sem predadores, se reproduz descontroladamente.









Lagartixa de parede
(Hemidactylus mobuia)

Predador natural da Aranha Marrom




MAS, ATENÇÃO: NEM TODA ARANHA QUE VIVE EM NOSSAS CASAS OU QUE TENHA COLORIDO MARROM CAUSA ESSE QUADRO. A MAIORIA DAS ARANHAS "CASEIRAS" NÃO É DE ANIMAIS PERIGOSOS.

Fontes: UFRJ, UFF, USP, IVB, MS, FUNASA, ABCVP.




Carlos Simas
Biólogo Ambiental
Especialista em Meio Ambiente, Controle de Vetores e Pragas Urbanas.
Professor Pós-Graduado Ensino Ciências e Biologia














segunda-feira, 15 de agosto de 2011

SANEAMENTO DA REGIÃO DOS LAGOS É CITADO COMO BOM EXEMPLO EM SEMINÁRIO NA ALERJ.


Será que se trata desse modelo real e inimaginável que eles estariam falando?



O modelo de consórcio utilizado na Região dos Lagos foi um dos principais exemplos de iniciativas satisfatórias para solucionar os problemas de saneamento expostos durante a segunda parte do seminário realizado, nesta segunda-feira (15/08), pela Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no Auditório Senador Nelson Carneiro, no prédio anexo ao Palácio Tiradentes. De acordo com a presidente da comissão, deputada Aspásia Camargo (PV), o encontro resultou em grandes avanços através de um debate “extremamente saudável”.

“Vimos experiências bem-sucedidas como a da Região dos Lagos. Aprendi que o problema não é jurídico-institucional e, sim, político-institucional. Precisamos de um consenso das metas e não podemos ter medo da transparência. Metas bem definidas necessitam de planejamentos de absoluto rigor, o que, por sua vez, precisa de recursos. Ultimamente, gastamos muito dinheiro com obras desnecessárias que acabam sendo abandonadas”, desabafou a parlamentar.

Segundo o diretor do Grupo Equipav, Felipe Ferraz, controlador da Prolagos, concessionária responsável pelos serviços de saneamento básico em Cabo Frio, Búzios, São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande, a região apresentava, inicialmente, saneamento em péssimo estado. Ele garantiu que o seu principal desafio foi organizar os serviços de maneira responsável, estabelecendo uma relação harmônica entre os envolvidos.

“Tínhamos um cenário com enorme potencial turístico e precisávamos lutar por ele. Todos os projetos eram feitos e levados para discussão com o Ministério Público, a sociedade civil, a agência reguladora, as concessionárias, ONGs e assim por diante. As decisões eram tomadas por todos juntos e a transparência era absoluta. Parece uma iniciativa simples, mas, no Brasil, isso não costuma acontecer”, contou Ferraz.

O diretor de Projetos Estratégicos da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Marco Antônio Abreu, defendeu que, independentemente do modelo, “qualquer administração séria acarreta bons resultados ao longo dos anos”. “Temos que adaptar o modelo à realidade de cada região. É tudo uma questão de foco. A iniciativa da Prolagos não deu certo porque é privada, mas porque todos focaram em um objetivo comum. Cada empresa precisa lutar para que o seu modelo dê certo”, enfatizou.

O superintendente de Política de Saneamento do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Vitor Zveibil, apresentou o Programa Pacto Pelo Saneamento, que se divide em duas vertentes: o “Rio Mais Limpo”, que visa à coleta e ao tratamento de esgoto; e o “Lixão Zero”, que pretende substituir os lixões por aterros sanitários no estado. Já o conselheiro Raul Pinho, da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos (Abcon), ressaltou que 95% do Brasil são abastecidos por água, mas que 40% dessa água são jogados fora. “Esse é o maior dos problemas. Isso é dinheiro indo pelo lixo. Para o setor do saneamento alavancar, precisamos mudar também as práticas e a cultura da população”, opinou Pinho.

O deputado André Ceciliano (PT) também participou do encerramento do seminário.

(texto de Natash Nunes)

Fonte: ALERJ


Nossa opinião: Sem comentários!





VACINA CONTRA ESQUISTOSSOMOSE.


Popularmente conhecida como barriga d'água, a esquistossomose, doença que mata, por ano, 200 mil pessoas, é o tema do programa Toda Mulher, da TV Alerj (canal 12 da NET), desta segunda-feira (15/08). Na atração, que vai ao ar às 21h, a jornalista Graciela Vizzoto e a deputada Inês Pandeló (PT) recebem, no estúdio, a pesquisadora titular do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e chefe do Laboratório de Esquistossomose Experimental da Fundação Oswaldo Cruz, Miriam Tendler.

De acordo com Tendler, que é a responsável pela descoberta da vacina contra a esquistossomose, a doença atua nos intestinos e é provocada por um parasita. Estima-se que haja 200 milhões de pessoas infectadas e outras 600 milhões expostas à doença. “Essa é uma doença endêmica, é transmitida continuamente e muito comum no Brasil, América Central e África. Porém o que mais preocupa não é parte científica, e sim a burocracia, que atrasa o desenvolvimento das vacinas”, revelou. Ainda de acordo com a pesquisadora, o principal meio de evitar a esquistossomose é o investimento em saneamento básico, pois o tratamento de água e estogo é fundamental para coibir a contaminação. Os principais sintomas são diarréia, febre, cólica, dores de cabeça, náuseas e tonturas.

O programa será reprisado na sexta-feira (19/08), às 20h, no sábado (20/08), às 16h30 e no domingo, (21/08), às 18h30. Abaixo, veja a relação dos demais canais a cabo onde a TV Alerj é transmitida e as orientações para sintonizar pela parabólica:

Niterói - 03

Nova Friburgo - 97

Teresópolis – 41

Três Rios – 96

Volta Redonda – 13

Angra dos Reis – 14

Barra Mansa – 96

Cabo Frio – 34

Campos dos Goytacazes – 10

Itaperuna – 99

Macaé – 10

Petrópolis – 95

Resende – 96

São Gonçalo – 12

Paty do Alferes – 96

Informação para recepção via parabólica: - Satélite Brasilsat - B4 at 84° W - Taxa de Símbolos = 3,0 MSps - Frequência Banda-C = 3816,0 MHz - FEC = 3/4 - Frequência Banda-L = 1334,0 MHz - Polarização= Horizontal

Fonte: ALERJ









sábado, 6 de agosto de 2011

Cresce Casos de Alergias à Baratas.


Baratas existem na Terra há cerca de 350 milhões de anos e acompanham o ser humano desde tempos imemoriais. Existem diversas espécies de baratas, como formas e tamanhos diferentes convivendo com seres humanos. A maioria vive em ambientes externos, somente entrando nas casas à procura de comida, normalmente à noite. Algumas espécies se adaptaram aos ambientes domiciliares e vivem em ralos, frestas, armários, pias, parte interna de mesas e cadeiras, etc, geralmente em locais escuros e úmidos durante o dia, surgindo mais comumente à noite. O problema torna-se ainda maior na população carente, nos prédios com muitos habitantes e nas áreas urbanas desprovidas de recursos sanitários.

Baratas podem ser carreadoras de doenças, como doenças intes
tinais(gastrointerites) e, além disso, provocar alergia. A sensibilidade aos antígenos(CAUSAM RESPOSTA IMUNOLÓGICA) da barata - em especial a Blatela germânica(Francesinha) e a Periplaneta americana(Barata de esgoto), tem sido estudada como importante alergeno em residências, principalmente entre populações urbanas carentes. Provoca alergia em função da presença de enzimas digestivas presentes em suas fezes. Embora suas partículas fecais(fezes), sejam maiores e mais pesadas do que as dos ácaros, podem ficar em suspensão e serem inaladas através das narinas e boca ou penetrar através dos olhos. Alergia à barata pode ser em algumas pessoas, uma causa importante de asma, rinite, alergia ocular e mais raramente, de alergias na pele.

O estudo destes insetos tem se intensificado nos últimos anos, sendo descritos alguns fatores, seriam os provocadores da alergia, como por exemplo, proteases presentes em seu tubo digestivo, que exerceriam papel importante no aparecimento das doenças alérgicas. Um dado interes
sante é que foi descrita também a presença de uma proteína, chamada de tropomiosina, que também pode ser encontrada em ácaros e no camarão(artrópodos). Por isso, pode ocorrer uma reatividade cruzada entre ácaros, baratas e camarão.

Dizem que se o mundo acabar, sobrarão apenas baratas!


Esta afirmação tem um grau de verdade, pois sabe-se que as baratas desenvolvem resistência aos inseticidas e que tem uma capacidade de sobrevivência muito grande. Estudos recentes mostram que mesmo após o extermínio eficiente de baratas, seus alérgenos podem permanecer no ambiente por até seis a oito meses.


Um dos fatores mais importantes para a sobrevivência das baratas é a presença de água no ambiente pois seu organismo não vive sem ela: Uma barata é capaz de sobreviver por 42 dias apenas ingerindo água e apenas 12 dias sem água, mesmo que receba alimento suficiente. Por isso é importante manter bem secos os locais como pias da cozinha, banheiro, consertar pequenos vazamentos, etc.



Guerra às baratas!

Tenha sempre em mente que a praga(barata), para se reproduzir, precisará de três condições básicas em sua casa: ÁGUA, ABRIGO E ALIMENTO. Portanto:

  • Mantenha sua casa limpa.
  • vede quaisquer orifícios que possam servir como abrigos

  • Combata focos de umidade, em especial na cozinha e no banheiro.
  • Não guarde comida fora de recipientes: evite o acúmulo de restos de alimentos.
  • Não coma nos quartos. Evite lanchar ou se alimentar nos períodos em que estiver em sua cama.
  • Ralos devem ser mantidos tampados.
  • Lacre fendas e frestas em assoalhos, tetos e armários.
  • Retire o lixo com freqüência.
  • Faça uma desinsetização periódica (só em ultimo caso e com empresa registrada no órgão ambiental competente) - sempre na ausência do alérgico(quando não houver alguém com alergia)
  • Caso exista alguma contraindicação para uso de produtos químicos em

“spray”, pode-se utilizar: mata - baratas, ácido bórico ou armadilhas.

  • Se o prédio onde mora tiver foco de baratas, comunique ao síndico.


Fonte: Adaptado pelo Biólogo Ambiental Carlos Simas do blogalergia.