domingo, 13 de novembro de 2011

As Formigas.








O mundo dos insetos é predominante entre todas as espécies sobre a face da terra. E quem domina esse vasto e estranho mundo formado por pequenos seres, são as formigas.
Pertencem à ordem Hymenoptera, o mesmo grupo das vespas e das abelhas. As formigas são insetos sociais que vivem juntos em colônias. Todas as espécies se agrupam em uma única família chamada de família Formicidade. Mesmo assim, as diferenças entre as diversas espécies são acentuadas, variando desde a formiga comum até as rurais especializadas em cortar folhas e outras partes vegetais para garantir a própria sobrevivência.


As colônias são de porte médio a grande, com muitas rainhas. Novas colônias são provavelmente formadas pela migração de uma ou mais rainhas acompanhadas por um número de operárias.Estas possuem o hábito de se movimentar em fileiras perfeitas. São importantes pragas domésticas, pois consomem vários tipos de alimento, tendo preferência por substâncias adocicadas, como açúcar, bolos e outros.. .
Esses insetos se distribuem por todos os continentes, exceto os pólos. Ao total, existem cerca de 18.000 espécies de formigas, sendo que 10.000 já foram descritas. No Brasil são cerca de 2.000 espécies. Os problemas trazidos por formigas podem variar do simples incômodo a picadas e até mesmo a infecções hospitalares. Segundo pesquisadores, há entre 20 e 30 espécies de formigas que vivem em estreito contato com o homem. Entre as mais comuns estão a formiga-fantasma (Tapinoma melanocephalum); a formiga-louca (Paratrechina longicornis ou Paratrechina fulva); a formiga argentina (Linepithema humile); a formiga-faraó (Monomorium pharaonis ou Monomorium floricola); a formiga-do-fogo ou pixixica (Wasmannia auropunctata), e também as dos gêneros acrobatas, carpinteiras, lava-pés e cabeçudas, além de saúvas (ou cabeça de vidro) e quenquéns estas mais encontradas no meio rural.
Vamos conhecer um pouco mais sobre essas espécies:

Formiga fantasma

Este é um grupo de operárias pequenas. Geralmente, fazem trilhas irregulares, andam em ziguezague e preferem alimentos adocicados. Seus ninhos são feitos dentro e fora das residências, atrás de azulejos, batentes e rodapés. Além disso, não se fixam em um lugar por muito tempo.

Formiga-louca Urbana

O nome “louca” é devido ao andar irregular dessa espécie, quase em semicírculos. Possuem antenas longas, um tipo de “nó” na cintura e uma cor variada que vai do marrom escuro ao preto. Costumam fazer seus ninhos fora e dentro de prédios, atrás de pedras usadas em revestimentos de paredes e atrás de janelas.

Formiga Argentina Urbana

Esta espécie tem maior ocorrência nos estados da região sul do Brasil. Nos países de clima temperado são muito comuns dentro das residências e hospitais. São do mesmo tamanho, apresentam um nó na cintura e sua cor varia do marrom claro ao marrom escuro. Geralmente fazem ninhos perto de fontes de alimentos e de água, como vasos de plantas, pias e encanamentos, além disso, dão preferência a alimentos adocicados.

Formiga Faraó

Possuí dois nós na cintura e antenas com 12 seguimentos. Suas cores vão do amarelado ao marrom claro. Fazem ninhos em pequenas cavidades somente em ambientes domésticos e preferem alimentos ricos em gorduras e substâncias doces. Além disso, representam um risco potencial para a saúde pública, especialmente quando ocorrem em hospitais, pois são vetores mecânicos de bactérias que possibilitam infecções, podendo também infestar berçários. Podem infestar aparelhos eletrônicos. É considerada uma das espécies mais difíceis de serem controladas, pois é altamente dominante sobre outras espécies e a colônia tem crescimento rápido.

Formiga-do-fogo ou Pixixica

As operárias são pequenas e de cor marrom claro dourado. Geralmente constroem ninhos no solo ou na parte interior ou sob a casca das árvores. Sua picada é muito dolorosa e o veneno pode causar alergias. São atraídas por carne e óleo e podem infestar roupas, camas e berços. Podem ser combatidas com aplicação de inseticidas diretamente no ninho.

Formigas acrobáticas

As operárias são do mesmo tamanho e sua coloração varia desde o amarelo ao marrom escuro. São lentas e geralmente andam em formato de trilhas retas. Podem fazer ninhos em edifícios, no interior ou exterior de madeiras. Alimentam-se de doces, manteiga e carnes. Quando se sentem ameaçadas, levantam o gáster (cauda) eliminando uma substância química.

Formigas Carpinteiras

Existem mais de duzentas espécies desse gênero, originárias em diferentes regiões. Podem apresentar operárias de vários tamanhos e um colorido do amarelo ao preto. Podem construir ninhos tanto fora (no solo e árvores) como dentro de casa (móveis, portas, paredes e batentes de janela. Sua alimentação é, de preferência, adocicada, podendo ser até de carne e ovos. Algumas espécies tem hábitos noturnos.

Formiga lava-pé

Originárias da América do sul, as formigas lava-pés possuem várias espécies, o que as torna de difícil identificação. Sua cor varia do amarelo claro até o preto brilhante. Sua picada é dolorida, provoca bolhas, alergias e até choque anafilático. Alimentam-se de plantas, animais e alimentos domésticos.
Geralmente, fazem seus ninhos fora de casa e formam um montículo de terra solta. Se alimentam de plantas, animais e alimentos domésticos.

Formiga cabeçuda

Este gênero é originário da África Tropical. As operárias podem variar entre menores, sendo a maioria, e maiores e cabeçudas que são chamadas de ‘soldados’. A cor varia do avermelhado ao marrom. Em geral, fazem seus ninhos no solo, fora dae residências, porém podem fazer dentro, também. Alimentam-se de produtos ricos em proteínas e sucos de frutas.

Formiga Saúva

A Saúva é originária do continente americano. Possuem as cabeças grandes e três pares de espinhos. Os ninhos podem ser feitos em locais sombreados ou ensolarados, além de ter um monte de terra em volta. Alimentam-se basicamente da seiva que as plantas liberam enquanto são cortadas. Cultivam fungos, que é o principal alimento das rainhas e das larvas e, é complemento no alimento das operárias.

Formiga Quenquém

As quenquém operárias possuem 4 a 5 pares de espinhos dorsais e seu tamanho pode variar entre 8 e 10 milímetros de comprimento. Algumas espécies fazem o ninho superficialmente coberto de palha, fragmentos e resíduos vegetais. Já outras, preferem fazer o ninho subterrâneo. Cortam principalmente florestas cultivadas de eucaliptos e de pinus, além de citrus, para produzirem fungos.
Essas são as principais de 30 espécies de consideradas pragas dentro de 2.000 espécies de formigas encontradas em nosso país. As duas últimas do gênero das cortadeiras, existindo no Brasil, 10 espécies de Saúvas e 29 de Quenquéns.
As demais são consideradas “do bem”, aliás, nos podemos dizer que são nossas amigas. Elas dispensam sementes contribuindo para o reflorestamento de ecossistemas como o Cerrado, a Mata Atlântica, a Caatinga e os Campos. Além disso, elas promovem a germinação das sementes, fazem a poda de algumas plantas, contribuem na aeração do solo e ainda são predadoras de diversas pragas agrícolas. As Formigas são conhecidas pela sua organização social, com divisão de castas de trabalho e casta reprodutiva. Em geral, as operárias não se reproduzem, ou em alguns casos de algumas formigas, se reproduzem apenas muito raramente.
As rainhas geram a casta das operárias e também as futuras rainhas que voarão e se reproduzirão fora do ninho, formando novas colônias. As operárias não deixam descendentes. Quando ocorre a morte da formiga rainha, a colônia é capaz de sobreviver somente alguns meses, porém, se houver mais de uma rainha numa mesma colônia (como ocorre em algumas espécies), a morte dela não representa o fim da colônia, que pode durar eternamente.





























Fonte: Fiocruz

3 comentários:

biologocarlossimas disse...

Em relação ao controle das espécies de formigas lava-pé e formigas-do-fogo ou pixixica, é possível eliminar a colônia sem uso de inseticidas químicos, desde que se descubra o ninho, pois os mesmos ficam localizados à pouca profundidade, onde se encontra a rainha. De forma bem simples, descoberto o ninho, é possível com água quente, eliminá-lo e, consequentemente, a ação das operárias.

Biólogo Ambiental Carlos Simas

Teresinha Victorino disse...

Muito interessante. Parabéns pela postagem.

biologocarlossimas disse...

Muito obrigado pela força, Teresinha Victorino. Feliz 2012 para você e família e, claro, para todos os(as) nossos(as) amigos(as) leitores(as).