terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Projeto Achatina fulica_Caramujo Gigante Africano




Sínta-se a vontade, caso se interesse em copiar, pois deixamos esse projeto como domínio público, já que nosso lema é SERVIR.
Neste sentido, muitas entidades, públicas e particulares, Têm copiado nosso projeto, em benefício coletivo, como observamos abaixo o exemplo do Condomínio "Verão Vermelho":


http://www.condominioveraovermelho.com.br/


PROGRAMA MUNICIPAL DE CONTROLE DO CARAMUJO GIGANTE AFRICANO: Achatina fulica, Bowdich, 1822








Espécie introduzida ilegalmente no Brasil na década de 80, trazendo danos significativos à agricultura, perda de biodiversidade e risco iminente à saúde pública.

Potencial hospedeiro dos nematóides Angiostrongylus cantonensis (chen, 1935) associado à Angiostrongilose meningoencefálica.

a e Angiostrongylus costaricencis (Morera e Céspedes, 1971). Potencial transmissor da Angiostrongilose abdominal, que causa tumores em órgãos do peritônio, assemelhando-se a apendicite aguda, podendo levar o homem à morte por graves lesões ao sistema digestório.

Compete com moluscos nativos prejudicando a biodiversidade.

Espécie com alto potencial reprodutivo, realizando inúmeras posturas por ano, com 200(duzentos) ovos em média por postura. Resiste a condições ambientais adversas, praticando inclusive o canibalismo interespecífico de ovos e elementos jovens

.

Na agricultura familiar alimenta-se vorazmente de culturas diversas, dando grandes prejuízos econômicos.

É hermafrodita, portanto, a reprodução é independente por auto fecundação.

Transmissão eventual de patógenos através do muco expelido contendo nematóides e microrganismos nocivos à saúde humana..





Biologia da Espécie:


  • O corpo é de tonalidade cinza escuro e as conchas são alongadas e possuem faixas de coloração variável, de castanho até levemente arroxeada.
  • Na fase adulta são de grande porte, podendo atingir 20 centímetros de comprimento de concha e pesar até 500 gramas.

  • Geralmente passa o dia escondido e sai para se alimentar e reproduzir à noite ou durante e logo após as chuvas.

  • Possui alta taxa de reprodução, faz várias posturas com cerca de 200 ovos cada, em locais protegidos de insolação, ficando os ovos enterrados a poucos centímetros de profundidade.



  • Os ovos são de coloração branco-leitosa ou amarelada, com tamanho um pouco maior que uma semente de mamão.

Ovos (Achatina fulica)





Diferenças morfológicas entre Caramujo Africano e o verdadeiro Escargot


Achatina fulica: (nº1) O Caramujo Gigante Africano possui a concha alongada


















(Helix pomatia): (nº2) O verdadeiro Escargot possui a concha quase redonda.








Sintomas da Doença Angiostrogilose Abdominal:



Febre, dores abdominais intensas, inchaço abdominal, perda de apetite, cansaço, emagrecimento e hemorragia abdominal e constipação intestinal.


A Angistrogilose meningoencefálica ou Meningite eosinofílica transmitida pelo Angiostrongylus cantonensis pode causar várias complicações neurológicas e cegueira, raramente levando o paciente à morte, não havendo registros de casos no Brasil, sendo a endemia do sudeste asiático.


Obs.: de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro/SES em convênio com o Ministério da Saúde/Fiocruz, não há dados científicos que confirmem até o momento, transmissão dos patógenos Angiostrongylus costaricences e Angiostrongylus cantonensis no Brasil, por meio de Achatina fulica, portanto, sendo de baixo risco para a saúde pública, pelo baixo potencial de transmissão que apresenta.



Prevenção:



O Parecer 003/03 publicado pelo Ibama e pelo Ministério da Agricultura em 2003, considera ilegal a criação de caramujos africanos no país, determina a erradicação da espécie e prevê a notificação dos produtores sobre a ilegalidade da atividade. Este parecer vem reforçar a Portaria 102/98 do Ibama, de 1998, que regulamenta os criadouros de fauna exótica para fins comerciais com o estabelecimento de modelos de criação e a exigência de registro dos criadouros junto ao Ibama. Mesmo assim, a prática da cultura dessa espécie ainda é comum.



Controle mecânico:



O exemplo de sucesso no controle de A. fulica na Flórida, EUA, mostra que o método de controle mais eficaz dessa espécie é a coleta manual dos moluscos e de seus ovos (com luvas descartáveis ou sacos plásticos), colocando-os em sacos plásticos e fazendo incineração total. Pode-se, com os devidos cuidados, usar iscas molusquicidas ou iscas das plantas preferidas por eles, umedecidas e colocadas perto de pontos que servem como refúgio para os caramujos no fim da madrugada (borda de florestas e brejos, montes de palha grossa, montes de telhas e madeiras emborcadas) onde devem ser coletados pela manhã com os devidos cuidados e incinerados. A catação deve ser repetida com freqüência, ao longo do ano, sem interrupção (dada a grande fecundidade da espécie) e deve incluir áreas urbanas, áreas agrícolas (especialmente hortas e roças), áreas agrícolas abandonadas, capoeiras e bordas de florestas e de brejos. A divulgação dos contundentes problemas que essa espécie causa tanto no meio natural quanto no meio agrícola ou meio urbano deve ser feito de forma intensa em áreas onde se há a presença ou a produção dessa espécie como sucessor do “escargot” (Helix) para fins comerciais, visto que a dispersão dessa espécie é rápida e seu controle depende da conscientização e ação da comunidade envolvida.



Controle químico:



TODO PROCESSO DE CONTROLE DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA E, NO CASO DE USO DE PRODUTOS QUÍMICOS, SEGUINDO A ORIENTAÇÃO DO FABRICANTE E OBSERVANDO CUIDADOS PARA EVITAR IMPACTOS AMBIENTAIS PARALELOS.



O controle químico com mulusquicidas não é recomendado em função da não especificidade e da elevada toxicidade desses produtos.



Controle biológico:



Está mais que provado através de experiências em outros países que a introdução de outros caramujos como agentes de controle biológico de Achatina fulica não só resultaram em insucesso, como também agravaram os impactos a espécies nativas. A introdução de Euglandina rosea como agente de controle biológico mostrou-se tão danosa quanto a de Achatina fulica e deve ser evitada.



Por determinação do Excelentíssimo Senhor Prefeito e Secretário Municipal de Saúde, haverá a implementação do trabalho de controle do Achatina fulica, no Municípío, visando a Educação em Saúde, por meio de equipe devidamente capacitada, inicialmente composta por dois servidores, que atenderá solicitação de moradores com propriedades já colonizadas pela praga, retornando para revisão em 15 dias corridos, caso a primeira visita tenha demonstrado dados positivos em relação a existência e infestação do molusco exótico. O trabalho de controle, inclusive visando à educação, será permanente durante o ano e específico durante períodos sazonais, a fim de evitar o aparecimento de novos elementos em virtude de ovos e larvas remanescentes.

O trabalho será por coleta manual e o servidor usará luvas ou sacos plásticos, haverá a quebra da concha, incineração, e enterramento de preferência em aterro sanitário municipal, para evitar que as conchas se tornem criadouros de Culicídeos, como o mosquito da dengue e evitar a contaminação ao meio ambiente. Usar sempre hipoclorito de sódio (água sanitária) a 2%, após o expediente de trabalho, para desinfecção dos vasilhames em que os mesmos são armazenados antes da incineração.

Limpeza e drenagem, sempre que possível, de locais que possam ser eventuais criadouros do caramujo, desestimular por parte da população a criação da espécie em cativeiro, por meio de educação ambiental, já que só com o cidadão consciente e por meio de sua participação, se consegue controlar pragas urbanas.



Não usar sal, pois em grande quantidade, há risco de salinização do solo, causando degradação ambiental.



Metodologia de trabalho:



Otimização do trabalho


  • Levantamento epidemiológico
  • Campanhas públicas de esclarecimento à população
  • Tipo de coleta: manual
  • Tipo de acondicionamento: recipiente lavável
  • Uso de hipoclorito de sódio a 2% para desinfecção de recipientes
  • Identificação da espécie
  • Incineração, quebra da concha e enterramento em aterro de resíduos sólidos municipal a 50 centímetros de profundidade.
  • Levantamento geográfico da região infestada
  • Levantamento de períodos sazonais com maior incidência de infestação, para realização trabalho sistematizado.
  • Levantamento de índice
  • Levantamento relação Achatina fulica/roedores
  • Sistematização de dados por meio de relatórios/gráficos e envio de informações à Secretaria de Estadual de Saúde/Rj-SES




Cuidados:



· Evitar o contato direto com o caramujo, usando luvas, ou sacos plásticos.

· Manter as mãos sempre bem lavadas antes, durante e após o trabalho.

· Lavar bem antes do consumo, frutas legumes e verduras, de preferência com hipoclorito de sódio (água sanitária) a 2%, deixando-os entre 15 e 30 minutos nessa solução e lavando em seguida em água potável.

· Manter a casa e quintal sempre limpo e sem vazamentos, por meio do MIP. (manejo integrado de pragas)




Conclusão:


É imperativo que todos nós e, sobretudo que o poder público cumpra seu papel constitucional de zelar pela saúde e qualidade de vida da população, realizando o serviço permanente de prevenção a doenças (profilaxia), transmitidas por meio de pragas e vetores urbanos.


Autor do projeto: Biólogo Ambiental Carlos Simas

Especialista Ambiental em Controle de Pragas Urbanas


Bibliografia



Informativo/SES-março/2005 “Avaliação e estudo sobre o impacto causado pela infestação do Achatina fulica no Estado do Rio de Janeiro”.

Secretaria de Estado de Saúde/Rj

Achatina fulica (moluscos) praga agrícola e ameaça à saúde pública no Brasil

Celso lago Paiva, editor.

Engenheiro agrônomo

Pesquisador de invasões biológicas em ambientes naturais e agrícolas.

Programa de pós-graduação em ecologia, instituto de biologia (dz./ib), universidade estadual de Campinas (Unicamp), estado de São Paulo, Brasil.

Centro de memória Unicamp (geht/ cmu).


Nossa opinião: "Tudo é possível realizar, se realmente assim o desejarmos"




Fonte: Projeto Ambiental: Biólogo Ambiental, Borges, Carlos Alberto Simas, com algumas informações sobre o controle de Achatina fulica do Site: Instituto Horus.









domingo, 15 de janeiro de 2012

Pesquisadores identificam compostos capazes de induzir mutações no DNA e provocar câncer.
















São Paulo – Diversos agentes químicos, como aldeídos presentes na fumaça do cigarro ou em poluentes urbanos e industriais, produzem uma série de compostos no organismo humano, conhecidos como adutos, que são capazes de induzir mutações no DNA e podem causar o desenvolvimento do câncer.
Para medir e quantificar esses adutos, que em níveis elevados estão associados a diversos tipos de câncer, pesquisadores do Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo (USP) estão utilizando técnicas ultrassensíveis como a espectrometria de massas.Alguns dos resultados do Projeto Temático, realizado com apoio da FAPESP, foram apresentados no 4º Congresso BrMASS, realizado pela Sociedade Brasileira de Espectrometria de Massas em dezembro, em Campinas (SP).
De acordo com Marisa Helena Gennari de Medeiros, professora do IQ e coordenadora do projeto, seu grupo de pesquisa tem conseguido detectar e quantificar adutos produzidos por aldeídos (eteno adutos) tanto em células humanas em cultura como em tecidos do fígado, cérebro e pulmão de ratos expostos à poluição.
“Dentre as técnicas que têm sido utilizadas, a espectrometria de massas é atualmente a mais importante e eficiente para se detectar como quantificar adutos no DNA”, disse.
Nossa opinião:
"Há poucos dias atrás, comentamos matéria parecida no Facebook e, dissemos que tanto a água que bebemos, o alimento, e o ar que respiramos estão envenenados e são agentes tranformadores do DNA; causadores de anomalias ou aberrações intra celular".
Biólogo Ambiental Carlos Simas

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Fundação Instituto de Pesca abre concurso público.

31 vagas estão disponíveis para os níveis superior e técnico



A Fundação Instituto da Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj) está com inscrições abertas para concurso público com 31 vagas disponíveis para quatro cargos de níveis superior e médio técnico. Os salários são de R$ 1.400,89 para o cargo de técnico de laboratório e de R$ 2.801,85 para os cargos de nível superior: técnico de recursos pesqueiros, pesquisador na área de ciências agrárias e biológicas e extensionista. Nas vagas já está incluída a cota de 25% para candidatos portadores de necessidades especiais, negros e índios. O edital com todos os seus anexos estão disponíveis na página da Ceperj: www.ceperj.rj.gov.br.



“Este concurso é muito importante para a Fundação. Ele vai proporcionar que tenhamos presença constante de técnicos em todas as regiões do estado, o que só vai ajudar no auxílio direto aos pescadores e aquicultores. Tenho certeza de que esse aumento do quadro de funcionários, de forma qualificada, vai fortalecer muito a nossa Instituição”, diz Marco Botelho, presidente da Fiperj.



O concurso é constituído de prova objetiva para todos os cargos, prova discursiva para o cargo de pesquisador em todas as áreas de atuação e avaliação de títulos para os cargos de nível superior. As inscrições devem ser feitas via internet, na página da Ceperj, ou em posto presencial, na sede da Fundação, na Avenida Carlos Peixoto, 54, térreo, Botafogo, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h, exceto feriados e pontos facultativos. A taxa de inscrição é de R$ 55 para os cargos de nível superior e de R$ 45 para o cargo de nível médio técnico. O período de inscrição vai até o dia 12 de fevereiro de 2012.


Para concorrer ao cargo de técnico de recursos pesqueiros, o candidato precisa ser graduado em biologia, biologia marinha, oceanografia, zootecnia, engenharia de aquicultura ou engenharia de pesca, mesmos cursos pedidos para o cargo de extensionista, que aceita, também, graduados em medicina veterinária e agronomia.


O cargo de pesquisador é dividido em oito áreas de atuação. Reprodução, larvicultura e engorda de peixes para aquicultura é preciso que o candidato seja graduado em biologia, biologia marinha ou oceanografia; reprodução, larvicultura e engorda de molusco para aquicultura e reprodução, larvicultura e engorda de anfíbios para aquicultura são exigidos cursos de engenharia de pesca, engenharia de aquicultura, agronomia, medicina veterinária ou zootecnia; pesquisador em produção de plâncton para alimentação de aquicultura graduações em biologia, biologia marinha, oceanografia, zootecnia, engenharia de pesca e engenharia de aquicultura; para tecnologia do pescado, cursos de medicina veterinária, agronomia, tecnólogo de alimentos e engenharia de alimentos; para ecologia de ambientes aquáticos, formação em biologia, biologia marinha, oceanografia ou engenharia de pesca; para nutrição de organismos aquáticos, formação em biologia, biologia marinha, zootecnia, engenharia de pesca, engenharia de aquicultura, agronomia ou medicina veterinária e para ciências humanas e sociais de comunidades pesqueiras graduações em biologia, biologia marinha, geografia, oceanografia, ciências sociais ou antropologia.


Para o único cargo de nível médio técnico, para técnico de laboratório, é necessário que o candidato tenha curso completo de mesmo nome.

As provas objetivas para todos os cargos e discursiva, apenas para o cargo de pesquisador, estão marcadas para 18 de março. A divulgação do gabarito preliminar da prova objetiva será no dia 20 do mesmo mês. O resultado final para o cargo de técnico de laboratório no dia 24 de abril. Já o resultado preliminar da prova discursiva está previsto para 27 de abril.


A entrega de títulos para cargos de nível superior vai ocorrer de 10 a 15 de maio. O resultado preliminar da avaliação de títulos será no dia 18 do mesmo mês, o que garante um adicional de salário. Para os cargos de nível superior, o candidato que têm especialização recebe R$210,00, os que têm mestrado, R$420,00, e os que têm doutorado, R$840,00. Os aprovados para os cargos de nível técnico que têm graduação completa, recebem R$125,00 de adicional. O resultado final do concurso para os três cargos de nível superior será publicado no dia 29 de maio.





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Matheus Dames

Assessoria de Comunicação

Tel.: 55 (21) 3601-5815 / 5646 / 5008

Cel.: 55 (21) 8596-4006

Fundação Instituto de Pesca do Rio de Janeiro

Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional