sexta-feira, 24 de maio de 2013

Epidemia de Dengue: O mosquito está mais resistente.




































Hoje postamos matéria em que apesar da pesquisa ter sido feita em São Paulo, vale para todo Brasil e, claro se cumpre na íntegra em nossa Região dos Lagos-Rj, até porque qualquer cidadão (ã) dessas cidades que estejam em viajem, podem em tese ter participação ativa na transmissão da doença.

Segundo matéria do Jornal A Folha de São Paulo desta sexta feira, 24 de maio de 2013, o Aedes aegipty (mosquito do Dengue) está mais resistente aos inseticidas. Isto acontece por vários motivos, mas, e, sobretudo pelo uso indiscriminado de inseticidas. O uso constante e sem nenhum critério, até de inseticidas domésticos seleciona genes de resistência, fazendo com que novos mosquitos resistam à pressão química.



Fora realizado pesquisa pela UNESP e se verificou que enquanto em Marília os inseticidas usados em campanhas de saúde pública matavam até 80% dos mosquitos, em Santos a taxa chegava à metade. Dessa forma, se faz crer que o uso excessivo e mal empregado de inseticidas tornou muitos espécimes resistentes a diversas espécies de inseticidas.

Sem contar com a fácil adaptação do Aedes para se reproduzir em diversos ambientes, como em cascas de ovos, lixo, como latas e plásticos, água suja, e até o oco do tronco de árvores, fazendo que haja uma imensa dificuldade para seu controle.

Tenho falado aqui em nosso blog que não basta apenas ter uma equipe de visitas domiciliares, até porque mais de 50% ( para ser otimista ) das residências, sobretudo em áreas costeiras e turísticas ficam permanentemente fechadas. Quando o servidor encontra esses turistas, durante épocas de veraneio, não é bem visto em sua visita, pois querem ir para praia, ou diversão e não receber agentes de saúde.

Considerando que quase que em sua totalidade essas residências ficam localizadas em prédios de apartamentos, uma simples e exclusiva equipe de trabalho em educação, que visitasse regularmente estes prédios, levassem material educativo e, claro, pudessem dispor de notificações, que conversassem com zeladores e síndicos sobre estes problemas certamente teríamos equacionada esta questão.

Temos alertado também que de nada ou pouco adianta a visita do agente de saúde às residências se não lhe é dado por parte da administração pública um mero formulário para notificação de casos reincidentes de focos. É recorrente a pergunta que o morador nos faz se não vamos deixar um simples papel da prefeitura, até para se dar ciência ao morador de que seu imóvel continua propício à reprodução do mosquito do Dengue.

Ficamos simplesmente sem saber o que dizer, pois não dispomos desse material e ai o morador nos diz: “Então a visita de vocês é inócuo”. Realmente, até o morador sabe disso e zomba do agente de saúde. É preciso mais delongas para explicar o motivo de tantas epidemias facilmente evitáveis? Sem a cobrança oficial e participação direta do morador é impossível o controle do Dengue.

Hoje no Brasil a situação é muito mais grave que antes, pois temos em circulação os quatro sorotipos do Dengue, com o tipo 4 em alta, ou seja, para que se fique imune a Dengue você precisa ter Dengue quatro vezes e a cada infecção aumenta tremendamente o risco do Dengue hemorrágico. Não que haja um vírus especificamente hemorrágico, mas isso é outro assunto.

Agora que falamos um pouco sobre o quadro atual sobre o Aedes aegipty, perguntamos se você sabe para que serve este equipamento que observa abaixo? Sabe o nome e a que se destina?



Inicialmente cabe esclarecer que se trata da Picadeira, instrumento pontiagudo que se utilizava já no combate a Malária, na época da extinta SUCAM, ainda no tempo do Militarismo, em que o militar após a baixa, caso quisesse, ingressava diretamente no combate à Malária através da SUCAM.

Este instrumento tinha por finalidade furar latas e quaisquer possíveis pequenos objetos e potenciaais depósitos abandonados, principalmente em terrenos baldios que pudessem acumular água. Não era comum naquela época, até porque estávamos no começo da industrialização no Brasil montes de lixo em terrenos baldios, como temos agora.

Fica então uma pergunta lógica: Para que serviria de fato hoje este instrumento, que até pela violência em que vivemos o agente de saúde que o esteja, portanto no trabalho a determinadas comunidades pode ser alvo de ser confundido, portanto uma arma de fogo devido a sua extremidade de cano de ferro? Parece absurdo isso? Pois eu mesmo nestes mais de vinte e cinco anos de trabalho no ramo já presenciei fato semelhante, em que o agente só se livrou de morrer dentro da favela, depois que o traficante mandou abrir a bolsa e verificou que se tratava da picadeira.

Essas Picadeiras que acabam de distribuir são excessivamente pontiagudas, tanto que puseram uma proteção de plástico na extremidade. As coisas são assim, depois que mais um trabalhador, agente de saúde morrer, por irresponsabilidade de alguém que certamente só visa o lucro, ai ninguém teria o conhecimento disso ou teria autorizado. Mais um caso para o MPT e MPF investigarem.

Fica então o principal motivo, pelo qual nunca se consegue o controle  do Dengue no Brasil: MUITA GRANA FÁCIL NAS MÃOS DE PESSOAS QUE NÃO TEM O MÍNIMO COMPROMISSO COM A VIDA, COMEÇANDO COM A DO TRABALHADOR!

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