quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Enfim é natal!



























O melhor natal é aquele que renasce da nossa mais profunda reflexão e passamos entender que podemos somar a cada dia, para que haja um mundo melhor, mais justo, fraterno e com oportunidades iguais para todos.

Foram tantas as lutas, choramos, sorrimos, caímos e levantamos, mas o amor nos fortaleceu ainda mais, nos ensinou que a perseverança nos faz mais fortes e nos ajuda vencer.

Quantas noites ficamos sozinhos, solitários, aguardando algo quase impossível acontecer, nossos corações como rios caudalosos e transbordantes, saindo pela boca e, mesmo assim, acreditamos no quase impossível acontecer, choramos sorrimos, caímos , levantamos e finalmente vencemos, porque o amor é assim mesmo, só se entrega à quem se entrega a ele de corpo e alma e o deixa fazer senhor.

Pior sãos aqueles que não amam, por que nunca serão senhores de nada, mas nós que nos entregamos, somos senhores de nós mesmos, escravos do amor!
Mais um ano se aproxima do fim e só temos a agradecer por nos resguardarmos mais e mais no amor.

Muito obrigado, um feliz natal e um feliz ano novo a você e aos seus familiares e, resguarde-se também muito mais no amor!

Enfim, mais uma vez é natal!


Do amigo,




Carlos Simas

sábado, 13 de dezembro de 2014

EFEITOS DO AQUECIMENTO GLOBAL.







 ( Google )





Não há mais dúvida, reconhecem os cientistas de que a poluição atmosférica, sobretudo aquela produzida por gases poluentes está arruinando o planeta e caso não haja uma rápida mudança de atitude humana, poderá aumentar ainda mais, de forma desastrosa a temperatura média da terra, ocorrerão mais frequência os acidentes ambientais, como enchentes, secas em vários locais, perdas de moradias e de vidas.


Haverá o derretimento de geleiras, ocasionando o aumento do volume de água do mar e com isso animais e plantas que vivem nessas regiões desaparecerão como o urso polar, por exemplo; peixes que dependem de águas geladas também desaparecerão e a base da cadeia alimentar, os Fitoplânctons e Zooplânctons seriam extintos, ocasionando uma reação em cadeia nos oceanos.


Diversas cidades costeiras seriam alagadas, obrigando milhões de pessoas a se refugiarem em locais mais altos, o que geraria o caos urbano.
O aumento da temperatura também atingirá em cheio os mananciais de água doce que abastecem as populações fazendo-os secar.

ocorrerão muitas doenças transmitidas por pragas, que em virtude do clima mais elevado se propagarão em maior rapidez e intensidade, atingindo locais que antes seria impossível a sobrevivência destes seres, como, por exemplo, insetos transmissores de Dengue, febre Chikungunya e Malária.

Também haverá forte desertificação em várias partes do planeta; no Brasil em especial a Floresta Amazônica que contém o maior bolsão de água doce da terra pode rá desaparecer e se tornar uma Savana.


Fenômenos assustadores como ciclones e furacões poderão sobrevir aonde nunca ocorreram e dessa forma tornar a vida nestas regiões muito mais difíceis.


sábado, 6 de dezembro de 2014

Dia D da Dengue e febre Chikungunya.























    Diferenças entre Aedes aegpyti e Aedes albopictus



























    Diferenças entre macho e fêmea do Aedes aegpyti



Neste dia 6 de Dezembro de 2014 o Ministério da Saúde realiza em todo Brasil, ação conjunta entre Prefeituras, Estados e a Sociedade Civil organizada contra a Dengue e Febre Chikungunya.

Não se pode combater o que não se conhece e por isso é importante conhecermos o inimigo e suas táticas de ação!

A dengue é uma doença febril, viral, aguda, que está disseminada em mais de 100 países no mundo. É transmitida por um mosquito da família Culicidae, do gênero Aedes aegypti, que precisa de temperaturas mais quentes para sobreviver e, por isso, é encontrado em áreas de clima temperado, subtropical e tropical.

Portanto, é nos países que estão na faixa geográfica de latitude 35' norte e 35' sul, que o Aedes aegypti encontra os melhores ambientes para viver e se reproduzir. E ele se multiplica velozmente, produzindo, cada um, entre 13 a 17 gerações/ano.


    Larvas do Aedes aegpyti


Dessa forma, no que depender do mosquito, o vírus terá sempre onde se perpetuar! A interrupção deste ciclo de vida deve partir da atitude do homem, pois na natureza, os macro e micro-organismos fazem sua parte no processo da sobrevivência e perpetuação das espécies.


TIPOS DE DENGUE

Na verdade, quando falamos de dengue, isso inclui não apenas um, mas quatro tipos de vírus, chamados sorotipos virais. Portanto, a doença dengue pode ser transmitida pelos vírus DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Cada um destes sorotipos tem o potencial de desenvolver a doença clínica, desde quadro leves até os graves e fatais.

Cada sorotipo promove imunidade pós-infecção, apenas para seu próprio tipo; isso significa que, se uma pessoa adquire a infecção pelo sorotipo 3, por exemplo, ela ainda permanece suscetível às infecções pelos tipos 1, 2, e 4. Em resumo, é possível ter dengue até quatro vezes, desde que a pessoa seja infectada por cada um dos diferentes sorotipos. 


SINTOMAS

A infecção por um dos sorotipos do vírus da dengue pode determinar quadros clínicos variáveis, desde os infectados que evoluem por todo o tempo sem apresentarem sintomas (assintomáticos), outros com sintomas leves, outros com sintomas clássicos, até os quadros graves, habitualmente hemorrágicos.

A forma assintomática só será diagnosticada caso a pessoa realize um exame sorológico, em uma investigação epidemiológica ou por outra razão. Os quadros leves podem ser confundidos com diversas outras viroses e apenas o exame específico fará a diferenciação.

Na forma clássica, os sinais e sintomas são mais típicos e o médico pode fazer uma suspeita diagnóstica, clinicamente bem fundamentada. A forma grave, onde são frequentes a hemorragia de pele, mucosas ou órgãos, necessita de tratamento urgente e intensivo, pois pode levar à morte em curto tempo.

Fatores imunitários do próprio paciente, aspectos epidemiológicos e o fato de já ter ocorrido uma infecção prévia por um dos outros sorotipos do vírus da dengue são condições que contribuem para o desenvolvimento de uma forma grave.

O quadro clínico mais comum dessa infecção é caracterizado por febre alta, cefaléia, mialgias, com dores por todo o corpo, dor retro-ocular, perda do apetite, náuseas e vômitos. Pode ocorrer vermelhidão, prurido na pele e fenômenos hemorrágicos, principalmente pequenos sangramentos na pele, que são chamados petéquias, e nas mucosas.


Evolução para forma hemorrágica

A duração do quadro varia de dois a dez dias. Entretanto, na evolução para a forma grave da doença, a temperatura habitualmente sofre uma queda abrupta e o paciente apresenta alterações, que são chamadas “sinais de alarme”, entre eles, o desenvolvimento de dor abdominal, vômitos repetitivos, sudorese acentuada, hipotensão, alterações da consciência, como agitação ou letargia, e hemorragias. Este quadro necessita de tratamento intensivo urgente, para buscar o reequilíbrio circulatório, interromper o sangramento e tratar as complicações de forma rápida e eficaz.

Durante a fase aguda da doença, não devem ser usados medicamentos contendo ácido acetilsalicílico (AAS), pelo risco de desenvolvimento de hemorragias e comprometimento hepático (complicações no Fígado).



CONTROLE DA DENGUE E FEBRE CHIKUNGUNYA



     O que podemos fazer para ajudar:




Todo esse comprometimento da saúde provocado pelo vírus da dengue precisa da atuação do agente vetor, o mosquito transmissor, sem o qual o homem não seria infectado, por não ocorrer à transmissão inter-humanos.

 Existem outras espécies de Aedes, como o Aedes albopictus, que têm o potencial de transmitir o vírus, mas essa infecção é praticamente 100% transmitida pelo Aedes aegypti. Portanto, a vigilância do vetor é muito importante para o controle da doença! 

O ciclo de vida do Aedes aegypti compreende as fases de ovo, larva, pupa e mosquito adulto (alado). A fêmea deposita os ovos pouco acima da superfície de água limpa e parada, onde eles irão eclodir, transformando-se nas larvas aquáticas, que evoluem através de quatro fases para pupas, das quais vão emergir os mosquitos, a chamada fase alada desse ciclo.

Uma forma de controle tem sido o extermínio dos organismos das fases aquáticas e aladas, com substâncias químicas (inseticidas e larvicidas) eficazes na destruição do inseto, mas também tóxicas para o homem e a natureza, sejam as plantas, a água ou o solo que venham a contaminar. 

Outras formas de controle têm sido buscadas, como o controle biológico com larvicidas que podem ser colocadas nos depósitos de água, ou através da bactéria Wolbachia pipientis, um micro-organismo que infecta o mosquito e interrompe o ciclo de transmissão viral.


Agente de Combate às Endemias

No entanto o mais importante e eficaz método mesmo é cada um fazer sua parte, os governos e toda  população.

Digo mais, as Câmaras de Vereadores, deveriam dentro dos seus respectivos domínios votarem leis que dessem mais autonomia aos Agentes de Combate às Endemias, no sentido de que esses profissionais que atuam diariamente e diretamente onde o problema existe, tenham mecanismos para notificar aqueles que durante reiteradas visitas desses profissionais persistem em não colaborar e assim colocam toda coletividade em risco.

Muitos não tomam qualquer providência quanto às recomendações desses importantes agentes, por que sabem que esses profissionais realizam mero trabalho prático/educativo e que não possuem qualquer poder para ao menos notificar aos reiterados infratores da saúde pública e, com isso por óbvio, colaboraram para que haja surtos epidêmicos entre sua vizinhança!


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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Dunas do Peró – Mais um golpe mortal ao meio ambiente !





                                                     Crédito da Foto: O Globo



              Crédito da foto: Carlos Simas


   
               Crédito da foto: Carlos Simas


          Crédito da foto: Carlos Simas
         

         Crédito da foto: Carlos Simas






 Momento em que eu tirava as fotos, um helicóptero, aparentemente da Marinha do Brasil fazia            sobrevoo na área degradada. (Crédito da foto: Carlos Simas)
     


Infelizmente, pela ganância e Lobby do poder econômico, um dos últimos ecossistemas de Restinga e mais importante do estado do Rio de Janeiro pode desaparecer a qualquer momento do mapa do planeta.

Uma guerra imensa nesta questão, que pode ser mal comparada à luta entre o marisco a maré e o rochedo, vem se travando, envolto desde então em muita polêmica e, que se arrasta desde 2007, quando o órgão ambiental estadual que emitia licenças ambientais ainda era a FEEMA e então concedeu a Licença Prévia. (LP)

Em dezembro de 2012, já então o INEA, foi concedido a Licença para Instalação (LI) que autorizava o início das obras com apenas 10 metros de distância das Dunas. Ocorre que após minuciosa verificação por técnicos do órgão, verificou- se a necessidade  de aumentar o recuo para 50 metros, o que criou uma verdadeira explosão de ânimos entre o órgão Ambiental e “interessados na construção do Resort.

A alegação é a de que com este recuo fica inviável a construção e que o INEA estaria dando um tiro de morte no empreendimento.

Trata-se das Dunas do Peró, em Cabo Frio-RJ, na Estrada do Guriri, entre Cabo Frio e Búzios. Uma área gigante de 400.000 mil metros quadrados, de restinga e cercado de Dunas com flora e fauna exuberantes, grande parte dessa área é alagada e úmida, com animais endêmicos, (que só conseguem sobreviver ali), espécies raras, vulneráveis e outras seriamente ameaçadas de extinção, além de ser caminho e dormitório de aves migratórias.



Local Com Espécies Raras, Endêmicas e Ameaçadas de Extinção:


Crédito das Fotos: ICMBio







formicivora litoralis (pássaro endêmico em ameaça de extinção)














Mimus gilvus (sabiá da praia, também ameaçado de extinção)














Leolaemus lutzae (lagartixinha branca da praia, ameaçada de extinção)














Jacquinia brasiliensis (que é um Barbasco, Pimenteira ou Tingui, também em vulnerabilidade ambiental)













Rodriguezia sucrei Braga ( orquídea endêmica, que só existe neste ecossistema)








Para citar apenas algumas, temos:

O formicivora litoralis (pássaro endêmico em ameaça de extinção), o Mimus gilvus (sabiá da praia, também ameaçado de extinção), Leolaemus lutzae (lagartixinha branca da praia, ameaçada de extinção), Jacquinia brasiliensis (que é um Barbasco, pimenteira ou Tingui, também em vulnerabilidade ambiental) e a orquídea Rodriguezia sucrei Braga ( Orquídea endêmica, que só existe naquele ecossistema).


Local rico em água doce subterrânea, até porque grandes lençóis, como exemplo, o Aquífero Guarani, costumam se formar por meio de lençóis de águas represadas em Dunas.

O Trânsito de grande caminhões e tratores no local é imenso, demonstrando que a obra segue a todo vapor, que foi disparado o tiro mortal e que só por milagre a obra poderá ser interrompida e o ecossistema ser salvo.


Consequências:


O que temos falado é que não apenas se afetará a beleza natural, a fauna, flora,  e atributos naturais do local. Não, não é apenas isso, o que se afetará é o ciclo do ar, da água doce de que necessita os aquíferos naturais da região e nós padeceremos a médio e longo prazos de secas, escassez hídrica (falta d,água) e doenças novas e emergentes, em virtude da ganância e insensibilidade humana, além é claro da poluição provocada pela ação humana (antrópica)

O que é difícil de entender é porque se permite descumprir a própria Constituição Estadual do Rio de Janeiro, pois em seu artigo 268 reza, “in verbis”:



Art. 268 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro- São áreas de preservação permanente:


I - os manguezais, lagos, lagoas e lagunas e as áreas estuarinas;
II - as praias, vegetação de restingas quando fixadoras de dunas, as dunas, costões
rochosos e as cavidades naturais subterrâneas-cavernas;
III - as nascentes e as faixas marginais de proteção de águas superficiais;
IV - as áreas que abriguem exemplares ameaçados de extinção, raros, vulneráveis ou
menos conhecidos, na fauna e flora, bem como aquelas que sirvam como local de
pouso, alimentação ou reprodução;
V - as áreas de interesse arqueológico, histórico, científico, paisagístico e cultural;
VI - aquelas assim declaradas por lei; VII - a Baía de Guanabara.


A Constituição Federal de 1988 em seu artigo 225, o Código Florestal (Lei Federal Nº 4771/65) e Leis tais como às 9.638/81(Política Nacional do Meio Ambiente) e 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) não deixam nenhuma sombra de dúvida de que mais essa expoliação ao meio ambiente é demonstração do poderio econômico, uma vez que as obras ocorrem ao arrepio da lei.

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Em meio a todo este imbróglio cabe dizer que a referida licença de instalação, com um recuo de apenas 10 metros das Dunas fora dada com apenas o aval de um geógrafo da UFRJ, contrariando diversos outros profissionais multidisciplinares da mesma Universidade.

Esta área está dentro da unidade de conservação Parque Costa do Sol, o que por si já demandaria maiores cuidados e atenção e, assim, ainda que a lei maior permitisse um empreendimento desse porte no local, o que ao nosso ver não existe, demandaria estudos muito aprofundados, com profissionais especializados em diversas áreas do conhecimento, o que parece que não importar para aqueles que detêm o poder econômico e das tomadas de decisões.

Não há até hoje em toda Região dos Lagos um plano de manejo para o lixo urbano, saneamento básico e disponibilização de água potável à população e, com um empreendimento deste porte o que já é quase insustentável tende ao agravamento ambiental na região.


Com a palavra final o MP, porque ou a lei é para todos ou todos podem e devem ao seu bel prazer descumprir a lei!



sábado, 29 de novembro de 2014

Malária - É Bom Prevenir.



               Mosquito gênero Anopheles, que pode transmitir a Malária. (mosquito prego)

             


 



O que é a doença?

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A malária é uma doença infecciosa, febril, potencialmente grave, causada pelo parasita do gênero Plasmodium, transmitido ao homem, na maioria das vezes pela picada de mosquitos infectados. No entanto, também pode ser transmitida pelo compartilhamento de seringas, transfusão de sangue ou até mesmo da mãe para feto, na gravidez.

Agentes causadores

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No Brasil existem três espécies de Plasmodium que afetam o ser humano: P. falciparum, P. vivax e P. malariae. O mais agressivo é o P. falciparum, que se multiplica rapidamente na corrente sanguínea, destruindo de 2% a 25% do total de hemácias (glóbulos vermelhos) e provocando um quadro de anemia grave. Além disso, os glóbulos vermelhos parasitados pelo P. falciparum sofrem alterações em sua estrutura que os tornam mais adesivos entre si e às paredes dos vasos sanguíneos, causando pequenos coágulos que podem gerar problemas como tromboses e embolias em diversos órgãos do corpo.


Por isso, a malária por P. falciparum é considerada uma emergência médica e o seu tratamento deve ser iniciado nas primeiras 24h do início da febre.

Já o P. Vivax, de modo geral, causa um tipo de malária mais branda, que não atinge mais do que 1% das hemácias, e é raramente mortal. No entanto, seu tratamento pode ser mais complicado, já que o P. vivax se aloja por mais tempo no fígado, dificultando sua eliminação.

Alem disso, pode haver diminuição do número de plaquetas (plaquetopenia), o que poderia confundir esta infecção com outra doença bastante comum, a Dengue, retardando o diagnóstico.

A doença provocada pela espécie P. malariae possui quadro clínico bem semelhante ao da malária causada pelo P. vivax. É possível que a pessoa acometida por este parasita tenha recaídas a longo prazo, podendo desenvolver a doença novamente anos mais tarde.

 

Sintomas

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Após a picada do mosquito transmissor (Anopheles), o P. falciparum permanece incubado no corpo do indivíduo infectado por pelo menos uma semana. A seguir, surge um quadro clínico variável, que inclui calafrios, febre alta (no início, contínua, e depois com frequência de três em três dias), sudorese e dor de cabeça. Podem ocorrer também dor muscular, taquicardia, aumento do baço e, por vezes, delírios.

No caso de infecção por P. falciparum, também existe uma chance em dez de se desenvolver o que se chama de malária cerebral, responsável por cerca de 80% dos casos letais da doença. Na malária cerebral, além da febre, pode aparecer dor de cabeça, ligeira rigidez na nuca, perturbações sensoriais, desorientação, sonolência ou excitação, convulsões, vômitos, podendo o paciente chegar ao coma.


Se o agente etiológico causador da malária for da espécie P. vivax os sintomas incluem mal-estar, calafrios, febre inicialmente diária (com o tempo, a febre apresenta um padrão de intervalo a cada dois dias), seguida de suor intenso e prostração. O quadro clínico da infecção por P. malariae é bem semelhante, mas geralmente com febre mais baixa que se repete a cada três dias.

Diagnóstico

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A principal causa de morte por malária é o diagnóstico tardio e a falta de profissionais familiarizados com o quadro da doença fora da região endêmica. No Brasil, por exemplo, ocorrem cem vezes mais óbitos nas áreas fora da Região Amazônica do que na região endêmica propriamente.
Por isso é importante que, pessoas com suspeita de malária que residam fora da região endêmica procurem um serviço especializado no diagnóstico e tratamento da malária, como é o caso do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec/Fiocruz), no Rio de Janeiro, que oferece plantão 24h, durante os sete dias da semana.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que o diagnóstico dos pacientes com suspeita de malária se dê por meio de exames parasitológicos por microscopia ou de testes rápidos de diagnósticos (rapid diagnostic tests - RDTs). O diagnóstico precoce é essencial para o bom prognóstico do paciente e depende da suspeição clínica.

Tratamento

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O tratamento da malária visa eliminar o mais rapidamente possível o parasita da corrente sanguínea do indivíduo e deve ser iniciado o mais rapidamente possível. O tratamento imediato com antimalárico – até 24h após o início da febre – é fundamental para prevenir as complicações. Se o teste de diagnóstico não estiver acessível nas primeiras duas horas de atendimento, o tratamento com antimaláricos deve ser administrado com base no quadro clínico e epidemiológico do paciente.
A OMS recomenda combinações terapêuticas à base de artemisinina (ACTs) para o tratamento da malária causada pelo parasitaP. falciparum. A combinação de dois ingredientes ativos com diferentes mecanismos de ação faz das ACTs o antimalárico disponível mais eficaz.

A artemisinina e os seus derivados não podem ser utilizados como monoterapia oral. Formulações de dose fixa (combinação de dois ingredientes ativos diferentes em um único comprimido) são mais recomendadas do que o uso de vários comprimidos ou cápsulas, uma vez que facilitam a adesão ao tratamento.
Infecções por P. vivax devem ser tratadas com cloroquina em áreas onde o medicamento ainda é eficaz, como a maior parte do Brasil, associado à primaquina para a eliminação das formas hepáticas latentes. Em áreas resistentes à cloroquina, deve ser utilizado um ACT, combinado a outro de meia-vida longa.

O tratamento para quadros graves de malária consiste na administração de artesunato injetável (intramuscular ou intravenosa), seguido de um tratamento à base de ACTs assim que o paciente estiver apto a tomar medicamentos orais. Na impossibilidade de tratamento injetável, o paciente deve receber imediatamente artesunato via intra-rectal e ser encaminhado o mais rapidamente possível para um local adequado para o tratamento parenteral completo.
A OMS recomenda que os programas nacionais de controle da malária acompanhem com regularidade a eficácia dos medicamentos antimaláricos.

Prevenção/controle

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A prevenção da malária consiste no controle/eliminação do mosquito transmissor e pode se dar por meio de medidas individuais, com uso de mosquiteiros impregnados ou não com inseticidas, roupas que protejam pernas e braços, telas em portas e janelas, repelentes.
Medidas coletivas incluem drenagem de coleções de água, pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor, aterro, limpeza das margens dos criadouros, modificação do fluxo da água, controle da vegetação aquática, melhoramento da moradia e das condições de trabalho, uso racional da terra.
Programas coletivos de quimioprofilaxia não têm sido adotados devido à resistência do P. falciparum à cloroquina e a outros antimaláricos e à toxicidade e custo mais elevado de novas drogas. Porém, em situações especiais, como missões militares, religiosas, diplomáticas, viagens de turismo e outras, em que haja deslocamento para áreas maláricas dos continentes africano e asiático, recomenda-se entrar antecipadamente, (idealmente um mês antes da viagem), em contato com os setores responsáveis pelo controle da malária, nas secretarias municipais e estaduais de saúde, e do Ministério da Saúde. No Rio de Janeiro, o Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec/Fiocruz) oferece serviço de aconselhamento médico a viajantes.

Panorama geral da doença no Brasil

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Estima-se que mais de 40% da população mundial está exposta ao risco de adquirir malária. No Brasil, segundo dados do MS, em 2011, 99,7% dos casos de transmissão da doença se concentraram na Região Amazônica, considerada uma área endêmica no país. A maior parte dos casos notificados se concentra nos estados do Pará, Amazonas, Rondônia, Acre, Amapá e Roraima.
A transmissão nessa área está relacionada a fatores biológicos (presença de alta densidade de mosquitos vetores, agente etiológico e população suscetível); geográficos (altos índices de pluviosidade, amplitude da malha hídrica e a cobertura vegetal); ecológicos (desmatamentos, construção de hidroelétricas, estradas e de sistemas de irrigação, açudes); e sociais (presença de numerosos grupos populacionais, morando em habitações com ausência completa ou parcial de paredes laterais e trabalhando próximo ou dentro das matas).
Um dos principais objetivos do Programa Nacional de Controle da Malária tem sido acabar com o número de mortes pela doença. No ano de 2011, foram registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM) 69 óbitos por malária, representando uma redução de 71,8% em relação a 2000 (245 óbitos), e de 9,2% quando comparado com 2010 (76 óbitos). 

Diferenças entre Dengue e Malária

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Tanto a malária quanto a dengue são transmitidas por mosquitos infectados. No caso da malária, o mosquito (Anopheles) é infectado por um protozoário: o Plasmodium, e o mosquito que transmite a dengue (Aedes aegypti) é infectado por um vírus. A malária é endêmica em algumas regiões da África e
também na região norte do Brasil.

Em relação aos sintomas, as duas doenças apresentam febre, dor no corpo, dor de cabeça e tremores. Uma particularidade da malária é que a febre vem por períodos, conhecida como "febre terçã " ou "quartã", que é quando o protozoário rompe a hemácia (glóbulo vermelho do sangue) parasitada e a pessoa sente tremores com febre e calafrios.

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Fonte do artigo: FIOCRUZ, 
com algumas informações técnicas trazidas pelo Biólogo Ambiental  Carlos Simas.

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