domingo, 13 de abril de 2014

Mercado de Alimentos Orgânicos no Brasil Movimenta R$ 500 Milhões.





 Edson Silva/Folhapress
 





A produção de alimentos orgânicos no Brasil é vista pelo diretor de Agregação de Valor do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Arnoldo de Campos, como uma grande oportunidade para a agricultura familiar. Campos é um dos debatedores do seminário Brasil Orgânico e Sustentável/Rio de Janeiro - Impactos da Política Nacional de Agroecologia, que será realizado hoje (19), na capital fluminense.

"Graças ao crescimento da economia, a gente tem um aumento muito significativo da classe média, e quando a pessoa tem mais renda, fica mais exigente. As preocupações com a saúde, alimentação saudável e livre de agrotóxicos, se intensificam na sociedade. Isso acaba sendo uma boa oportunidade para os agricultores familiares, que têm mais vocação para esse tipo de sistema produtivo", disse Campos, em entrevista à Agência Brasil.





Segundo governo, mercado cresce entre 15% e 20% ao ano e é abastecido por cerca de 90 mil produtores

Segundo o diretor do MDA, o mercado de produtos orgânicos movimenta hoje, no Brasil, "em torno de meio bilhão de reais". Esse mercado cresce entre 15% e 20% ao ano e é abastecido por cerca de 90 mil produtores que "têm alguma produção orgânica ou agroecológica". Desse total, cerca de 85% são agricultores familiares.

Arnoldo de Campos não tem dúvida de que a tendência é a expansão da demanda por produtos verdes. "As redes de supermercados pretendem elevar a oferta de produtos orgânicos porque seus consumidores estão demandando isso. A indústria de alimentos quer ter mais fornecedores com essa característica.

-->  Os restaurantes, bares e hotéis cada vez mais querem ter uma parte dos seus cardápios para atender aos clientes que consomem produtos orgânicos", informou.

O diretor assegurou que há uma demanda em diferentes setores da economia por esse tipo de produto.
"É uma demanda crescente que hoje está represada pela oferta ou pela desorganização das cadeias produtivas do setor, que é um setor novo no Brasil".

O seminário vai apresentar as ações do núcleo temático Copa Orgânica e Sustentável.

O evento é promovido pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), por meio do projeto Centro de Inteligência em Orgânicos, e pelo portal Planeta Orgânico, com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO/DA AGÊNCIA BRASIL


* Nossa Opinião: 


Diante do exposto se pode concluir que o ramo dos alimentos orgânicos é promissor no Brasil e devemos nos preparar e aproveitar esta excelente oportunidade econômica e social.


Gostaria de falar sobre um tema que é minha praia, ou seja, o uso de compostos químicos, no caso concreto o emprego de inseticidas químicos como defensivos agrícolas na agricultura familiar. Todos sabem que aumenta sobremaneira a incidência de câncer, sobretudo ao de intestino os alimentos que ingerimos diarimente quando tratados com esses compostos. Alguns alimentos são mais sensíveis à absorção desses venenos e hoje a ciência já sabe que àqueles de cor avermelhada como o tomate, a cenoura, o morango e também muitos outros como a alface são especialmente vulneráveis aos venenos para o controle de pragas in loco.


Então, diante da expansão promissora no Brasil destes alimentos cultivados sem agrotóxicos e de forma ambientalmente correto só podemos elogiar e incentivar este cultivo cada vez mais, muito embora saibamos que ainda é muito caro seu cultivo e dispendioso para o consumidor que está na ponta do processo produtivo.


Isto ocorre por vários motivos e um deles que queremos especialmente destacar é que ainda são poucos os produtores desse tipo de alimento mais saudável. Como vimos ainda estamos em apenas 15%. Quando eu estava finalizando o curso de Biologia Ambiental lá pelos idos de 2003 aprendi numa disciplina que tínhamos que precisamos agir localmente e pensar globalmente; só assim as coisas podem realmente evoluir.


Então vamos lá, no deveria ser a aplicação prática disso. Moro na linda Região dos Lagos no Rio de Janeiro, especificamente no Balneário chamado Búzios. Sem dúvida que é um dos municípios mais ricos do Brasil, até porque se encontra nos primeiros lugares na indústria do turismo no mundo. Ainda assim esta riqueza não chega aos verdadeiros detentores daquilo que se chamaria democracia. 

O povo mesmo que gera toda esta riqueza vive em bairros periféricos, como José Gonçalves, Cem Braças, Rasa e Baia Formosa, que não dispõe de simples coleta e tratamento de esgoto, coleta irregular do lixo domiciliar, ruas sem calçamento e valões de esgoto in natura a céu aberto.


Agora pasmem, grandes disputas de enormes glebas de terras em que grileiros matam e morrem Poe elas, inclusive disputas de mortes entre famílias, como de fato vem ocorrendo e ocorreu recentemente no Balneário mais famoso do Brasil.


Vamos ao que nos interessa; quero dizer que a simples intervenção do poder público nestes conflitos de terras devolutas, que desse um fim a essas disputas criminosas e fizesse com essas terras se tornasse produtivas para agricultura familiar, certamente o povo teria um grande salto de qualidade em saúde e o município melhoraria e muito, ainda mais sua economia. 

Estes alimentos cultivados de forma orgânica dentro do próprio município poderiam abastecer as escolas, hospital municipal, postos de saúde, creches e o excedente vendido a preços populares a população de baixa renda, através de um caminhão da prefeitura.


A vida das pessoas mais necessitadas que morem nas periferias do município pode melhorar bastando que tenham pessoas certas nos lugares certos e seus representantes assim o desejem o que nos parece de forma geral por suas ações não ser uma realidade.
Porém ainda acreditamos no bem que vença o mal!

* Biólogo Ambiental Carlos Simas, de Búzios-Rj.