sábado, 12 de abril de 2014

Dengue. O Perigo Que Ronda Nossas Vidas!

Olá amigos, como o Dengue e outras doenças que podem ser transmitidas pelos mesmos mosquitos, que são os Aedes aegipty e Aedes albopictus estão sempre rondando nossas vidas e, sobretudo agora  que teremoso  a copa do mundo da FIFA em junho de 2014, com milhares de turistas estrangeiros no Brasil, nunca é demais relembrarmos matéria de fato.

Um grande abraço, colabore para que tenhamos mais saúde, e cuide-se!

Biólogo Ambiental Carlos Simas, de Búzios-Rj.



Em janeiro de 2013, 71 municípios do Estado do Rio de Janeiro realizaram e enviaram à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) os resultados do LIRAa

Mapa Epidemiológico da Secretaria de Saúde-RJ/SES



















Em primeiro lugar é necessário esclarecer que LIRAa é o levantamento de índice rápido do Aedes aegypti.

Também cabe esclarecer que toda área em Amarelo, dentre as quais a Baixada Litorânea (Região dos Lagos-Rj) se encontra com índices muito altos (entre 1 e 3,9% ) representando grave risco de epidemia de Dengue, caso nada ou pouco venha ser feito para cortar a transmissão da doença.


No combate à dengue, você sabe, informação deveria ser fundamental. E uma importante fonte de informação é o Levantamento do Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa). Realizado periodicamente pelos municípios do Estado do Rio de Janeiro, o LIRAa, ao fornecer os Índices de Infestação Predial (IIP) do Aedes aegypti, deveria ser instrumento de orientação para tomadas de decisões do gestor público.


O levantamento mostra quais seriam as áreas prioritárias para implementação de medidas e ações estratégicas de controle e combate à dengue, visando à redução dos índices por parte dos municípios.
Sabendo disso, em janeiro, 71 municípios realizaram e enviaram à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) os resultados do LIRAa. 


O levantamento, como sempre, foi feito por amostragem. Em cada município, agentes de saúde visitaram residências e outros imóveis para a realização da inspeção e identificação dos criadouros e coleta de larvas ou pupas para identificação em laboratório. Isto é o que permite a verificação de indicadores como o IIP (Índice de Infestação Predial), o número de municípios e o percentual de estratos em situação de alerta ou alto risco.


De acordo com as Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue, a classificação dos municípios em relação à infestação pelo Aedes aegypti é a seguinte: menor que 1%, satisfatório; entre 1 e 3,9%, alerta; e acima de 3,9% alto risco. Desta forma, segundo o LIRAa de janeiro, dos 71 municípios que realizaram o levantamento, 23 foram considerados satisfatórios, 46 em alerta e 2 em alto risco. Estes resultados correspondem aos índices médios dos municípios. Mas vale ressaltar que dentro dos municípios podem ser encontrados estratos com bairros em situação de alerta e alto risco.


O Índice de Infestação Predial nos mostra a presença do vetor em nosso ambiente e, por isso, pode indicar uma previsão da velocidade no crescimento da epidemia. Cabe, portanto, às Secretarias Municipais de Saúde uma análise e divulgação mais detalhada de seu resultado por estrato/bairro. 


Considerando também as informações epidemiológicas disponíveis e as informações dos tipos de vírus circulante, além dos resultados do LIRAa, reforçamos a necessidade de manter ou intensificar as ações de controle do vetor o ano inteiro.


A verdade é que de nada adianta LIRAa se não são tomadas medidas preventivas no controle do Aedes aegypti. Cientistas renomados como pesquisador-titular da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz Paulo Sabroza    afirma categoricamente o que já falamos aqui há anos, que a responsabilidade pelo controle da Dengue é de todos e que enquanto cada um não fizer sua parte, dificilmente teremos aprendido a lição trazida por tantas mortes desnecessárias causadas pela Dengue.


Trabalho agora há mais de 25 anos (desde a SUCAM) neste ramos de atividades e nunca vi tamanho descaso no controle da Dengue como depois da descentralização e entrega do trabalho às Prefeituras. Em meu entender são muitas as razões para isso, mas a principal é que se tornou um verdadeiro cabide de empregos para Prefeitos, Secretários de Saúde e claro, sobretudo para os nossos "queridos Vereadores".

Acredito ser o momento para pedirmos ao MPF que investigue o porquê de tantas mortes ocorridas por Dengue, a destinação real das verbas federais e quem de fato é colocado para gerenciar este trabalho em todo Brasil.

No mais, quero finalizar dizendo que se o agente de saúde que tem o primeiro contato com o vetor da dengue não recebe um simples talão de notificação para dar ciência por escrito e, na hora ao morador, fica muito difícil controlar a Dengue, pelo menos da forma que seria o correto, pela PREVENÇÃO DA DOENÇA. Dessa forma e por tudo mais, vivemos agora mais uma epidemia anunciada de Dengue!

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