segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Animais Soltos nas Ruas e Avenidas - Até Quando?



                  Avenida Wilson Mendes, em Cabo Frio-RJ - Crédito das Fotos: Carlos Simas








Provavelmente não há estatística oficial, porém todos nós sabemos que é gigantesco o problema e o quanto animais soltos nas ruas e avenidas têm causado acidentes, a maioria dos quais fatais em todas as grandes e pequenas cidades brasileiras.

No interior do Rio de Janeiro, na Região dos Lagos não é diferente, pois eu mesmo, em 2011 trafegava bem devagar, pois estava em frente ao Hospital Rodolfo Perissé em Búzios, quando repentinamente percebi um forte barulho atropelando meu veículo e só tive tempo de parar no acostamento e ver o estrago que o carro tinha sofrido; olhei em fração de segundos, meio atordoado e vi um cavalo ainda correndo, atravessando a pista de asfalto para dentro de um campo de futebol e simplesmente desapareceu.

Muitos transeuntes pararam, saíram vários funcionários do hospital para verem o que teria ocorrido. Simplesmente meu veículo estava semi destruído na lateral esquerda (lado do motorista e parece que o animal ao invadir em velocidade à pista, resvalou na lateral, subiu, caiu sobre o teto que estava todo amassado, quebrou o pára-brisa dianteiro e caiu de pé, fugindo assustado.

Felizmente em meu caso só tive pequenas escoriações, com pequenos cortes provocados pelos estilhaços do pára-brisa quebrado, a pressão arterial que subiu bastante, precisando de atendimento médico para a normalização e, claro o enorme prejuízo de ordem material, até porque depois de acidentes envolvendo vítimas, quase sempre fatais, o dono do animal desaparece.

O que ficamos pasmos é que não vemos no dia-a-dia, apesar de todo estrago que esta irresponsabilidade total, que é sabido por todos, vem trazendo, em relação a perdas de muitas vidas humanas, nenhuma ação prática da parte dos legisladores gestores públicos. Em pequenas cidades do interior, como na Região dos Lagos, parece prevalecer o jeitinho brasileiro do “vamos fingir que fazemos e vocês fingem que acreditam”.

Os vereadores, que são legisladores municipais e fiscais do executivo, bem como os secretários municipais, sobretudo os de meio ambiente e serviços públicos (guardando-se evidentemente as devidas proporções) não fazem leis e programam medidas que garantam a apreensão desses animais; fiscalização e eventuais multas pesadas e, aí então é claro, não raro os donos são “amigos” das “otoridades” (com ó mesmo) e no jeitinho conseguem resgatar sem nenhum ônus seus animais, quando, muito raro, apreendidos.

Terça feira, 11 de novembro do corrente, dirigia no sentido Cabo Frio, quando em frente ao posto de gasolina da Petrobras, na Avenida Wilson Mendes, dois cavalos soltos pastavam no gramado que divide as pistas, ingrediente imediato para grave acidente, pois é uma pista de velocidade, em que qualquer obstáculo que se projete nela, fatalmente colidirá com veículos em movimento causando possíveis graves acidentes com vítimas.

Destaco que nesta ocasião fiz imediato contato via celular com a Rádio Litoral FM; tendo a jornalista Jamine Santana me atendido prontamente e noticiado o evento os jornalistas Ricardo Sanchez,  com Ademilton Ferreira no Programa "Bom Dia Litoral".

Não fica por ai nossa infeliz experiência com este tipo de acidente grave, pois há poucos meses um colega de trabalho trafegava à noite na Estrada da Integração que liga Cabo Frio ao segundo Distrito de Tamoios, quando repentinamente um cavalo o “atropelou”, causando-lhe até felizmente só pequenas escoriações e cortes nas mão, que teve que levar pontos.  Porém o acidente  foi tão grave que o animal morreu na hora e houve a perda total do veículo.

Em outra Estrada que passo todos os dias, em Cabo Frio, a Estrada do Guriri, é raro a semana em que não há atropelamentos e mortes causadas por animais soltos na pista. 

Porém,  desejo frisar, até para ser justo que não é privilégio apenas de Cabo Frio e Búzios estes infelizes acidentes violentos envolvendo animais soltos em vias públicas; isso ocorre diuturnamente em toda Região dos Lagos e no Brasil inteiro.


Resta então perguntar: até quando e quantas mortes e perdas de vidas humanas preciosas serão necessárias para cessar essa total irresponsabilidade na Região dos Lagos e no Brasil  e se fazer algo simples, que é TOMAR A QUEM CABE, AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS?


Biólogo Ambiental Carlos Simas

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