sábado, 6 de dezembro de 2014

Dia D da Dengue e febre Chikungunya.























    Diferenças entre Aedes aegpyti e Aedes albopictus



























    Diferenças entre macho e fêmea do Aedes aegpyti



Neste dia 6 de Dezembro de 2014 o Ministério da Saúde realiza em todo Brasil, ação conjunta entre Prefeituras, Estados e a Sociedade Civil organizada contra a Dengue e Febre Chikungunya.

Não se pode combater o que não se conhece e por isso é importante conhecermos o inimigo e suas táticas de ação!

A dengue é uma doença febril, viral, aguda, que está disseminada em mais de 100 países no mundo. É transmitida por um mosquito da família Culicidae, do gênero Aedes aegypti, que precisa de temperaturas mais quentes para sobreviver e, por isso, é encontrado em áreas de clima temperado, subtropical e tropical.

Portanto, é nos países que estão na faixa geográfica de latitude 35' norte e 35' sul, que o Aedes aegypti encontra os melhores ambientes para viver e se reproduzir. E ele se multiplica velozmente, produzindo, cada um, entre 13 a 17 gerações/ano.


    Larvas do Aedes aegpyti


Dessa forma, no que depender do mosquito, o vírus terá sempre onde se perpetuar! A interrupção deste ciclo de vida deve partir da atitude do homem, pois na natureza, os macro e micro-organismos fazem sua parte no processo da sobrevivência e perpetuação das espécies.


TIPOS DE DENGUE

Na verdade, quando falamos de dengue, isso inclui não apenas um, mas quatro tipos de vírus, chamados sorotipos virais. Portanto, a doença dengue pode ser transmitida pelos vírus DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Cada um destes sorotipos tem o potencial de desenvolver a doença clínica, desde quadro leves até os graves e fatais.

Cada sorotipo promove imunidade pós-infecção, apenas para seu próprio tipo; isso significa que, se uma pessoa adquire a infecção pelo sorotipo 3, por exemplo, ela ainda permanece suscetível às infecções pelos tipos 1, 2, e 4. Em resumo, é possível ter dengue até quatro vezes, desde que a pessoa seja infectada por cada um dos diferentes sorotipos. 


SINTOMAS

A infecção por um dos sorotipos do vírus da dengue pode determinar quadros clínicos variáveis, desde os infectados que evoluem por todo o tempo sem apresentarem sintomas (assintomáticos), outros com sintomas leves, outros com sintomas clássicos, até os quadros graves, habitualmente hemorrágicos.

A forma assintomática só será diagnosticada caso a pessoa realize um exame sorológico, em uma investigação epidemiológica ou por outra razão. Os quadros leves podem ser confundidos com diversas outras viroses e apenas o exame específico fará a diferenciação.

Na forma clássica, os sinais e sintomas são mais típicos e o médico pode fazer uma suspeita diagnóstica, clinicamente bem fundamentada. A forma grave, onde são frequentes a hemorragia de pele, mucosas ou órgãos, necessita de tratamento urgente e intensivo, pois pode levar à morte em curto tempo.

Fatores imunitários do próprio paciente, aspectos epidemiológicos e o fato de já ter ocorrido uma infecção prévia por um dos outros sorotipos do vírus da dengue são condições que contribuem para o desenvolvimento de uma forma grave.

O quadro clínico mais comum dessa infecção é caracterizado por febre alta, cefaléia, mialgias, com dores por todo o corpo, dor retro-ocular, perda do apetite, náuseas e vômitos. Pode ocorrer vermelhidão, prurido na pele e fenômenos hemorrágicos, principalmente pequenos sangramentos na pele, que são chamados petéquias, e nas mucosas.


Evolução para forma hemorrágica

A duração do quadro varia de dois a dez dias. Entretanto, na evolução para a forma grave da doença, a temperatura habitualmente sofre uma queda abrupta e o paciente apresenta alterações, que são chamadas “sinais de alarme”, entre eles, o desenvolvimento de dor abdominal, vômitos repetitivos, sudorese acentuada, hipotensão, alterações da consciência, como agitação ou letargia, e hemorragias. Este quadro necessita de tratamento intensivo urgente, para buscar o reequilíbrio circulatório, interromper o sangramento e tratar as complicações de forma rápida e eficaz.

Durante a fase aguda da doença, não devem ser usados medicamentos contendo ácido acetilsalicílico (AAS), pelo risco de desenvolvimento de hemorragias e comprometimento hepático (complicações no Fígado).



CONTROLE DA DENGUE E FEBRE CHIKUNGUNYA



     O que podemos fazer para ajudar:




Todo esse comprometimento da saúde provocado pelo vírus da dengue precisa da atuação do agente vetor, o mosquito transmissor, sem o qual o homem não seria infectado, por não ocorrer à transmissão inter-humanos.

 Existem outras espécies de Aedes, como o Aedes albopictus, que têm o potencial de transmitir o vírus, mas essa infecção é praticamente 100% transmitida pelo Aedes aegypti. Portanto, a vigilância do vetor é muito importante para o controle da doença! 

O ciclo de vida do Aedes aegypti compreende as fases de ovo, larva, pupa e mosquito adulto (alado). A fêmea deposita os ovos pouco acima da superfície de água limpa e parada, onde eles irão eclodir, transformando-se nas larvas aquáticas, que evoluem através de quatro fases para pupas, das quais vão emergir os mosquitos, a chamada fase alada desse ciclo.

Uma forma de controle tem sido o extermínio dos organismos das fases aquáticas e aladas, com substâncias químicas (inseticidas e larvicidas) eficazes na destruição do inseto, mas também tóxicas para o homem e a natureza, sejam as plantas, a água ou o solo que venham a contaminar. 

Outras formas de controle têm sido buscadas, como o controle biológico com larvicidas que podem ser colocadas nos depósitos de água, ou através da bactéria Wolbachia pipientis, um micro-organismo que infecta o mosquito e interrompe o ciclo de transmissão viral.


Agente de Combate às Endemias

No entanto o mais importante e eficaz método mesmo é cada um fazer sua parte, os governos e toda  população.

Digo mais, as Câmaras de Vereadores, deveriam dentro dos seus respectivos domínios votarem leis que dessem mais autonomia aos Agentes de Combate às Endemias, no sentido de que esses profissionais que atuam diariamente e diretamente onde o problema existe, tenham mecanismos para notificar aqueles que durante reiteradas visitas desses profissionais persistem em não colaborar e assim colocam toda coletividade em risco.

Muitos não tomam qualquer providência quanto às recomendações desses importantes agentes, por que sabem que esses profissionais realizam mero trabalho prático/educativo e que não possuem qualquer poder para ao menos notificar aos reiterados infratores da saúde pública e, com isso por óbvio, colaboraram para que haja surtos epidêmicos entre sua vizinhança!


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