quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A Descentralização Que Não Deu Certo.




    A febre amarela urbana também é transmitida pelo Aedes aegypti
   (Foto: Reprodução EPTV)




Todo resultado é o efeito de fatos propagados no tempo.
Venho alertando há anos de que este modelo de trabalho descentralizado de controle do Aedes aegypti, entregue às Prefeituras não deu certo, é tratado como apenas mais um reforço de caixa por elas, e, portanto, na prática o trabalho de combate diário ao vetor é como enxugar gelo.

Na condição de servidor federal (agente de combate as endemias), trabalhando diariamente de casa em casa, desde 1988, portanto há quase trinta anos, ainda não vi um governo sequer, que tenha passado pelo Palácio do Planalto, tratar com seriedade esta grave questão, que é ou deveria ser de urgência, saúde pública e coordenado diretamente pelo governo federal, por meio dos seus agentes.

Ou seja, não evoluímos de verdade durante todo este tempo em relação ao controle sério desse terrível e mortífero vetor.


Por outro lado, o Aedes aegypti tende cientificamente, como qualquer outra forma de vida, evoluir e se tornar mais perigoso e adaptado, para a preservação da sua espécie.


A capacidade de transmissão de novas doenças é apenas uma pequena mostra de que agora, além de transmitir Dengue, Febre Amarela Urbana e Chikungunya, também pode transmitir à fetos de mulheres grávidas (nos primeiros três meses de gravidez), a terrível microcefalia, por meio do Zika Vírus.

Portanto, esta descentralização não deu certo.
Ou se muda esta equivocada metodologia de controle do Aedes aegypti, ouvindo-se quem trabalha no campo, ou continuaremos, ao contrário do mosquito, "REGREDINDO" !!

Carlos Simas é Professor Pós-Graduado e Biólogo Ambiental, Especialista em Controle Químico de Insetos Pela UFRJ.

Telefone: (22) 999052882

E-mail: biocarlossimas@gmail.com


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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Programa Nacional de Controle do Aedes aegypti – Erros Antigos e Sucessivos.





Crédito da Imagem: O Potiguar





(*Dissertação de Mestrado)


O controle da Dengue é um grande desafio mundial. Estima-se que mais de 2,5 bilhões de pessoas vivam em áreas de risco de dengue, sobretudo em áreas tropicais e subtropicais (WHO/TDR 2006).

O mosquito transmissor apresenta uma enorme facilidade de adaptação em diversas condições ambientais. Além disso, deve-se considerar o crescimento populacional e a urbanização acelerada, associadas a uma infra-estrutura de saneamento básico deficiente, em várias regiões do mundo.

Considerando que, ainda, não se dispõe de vacina comprovadamente eficaz e nem de tratamento etiológico específico, o controle da Dengue consiste, basicamente, no combate ao vetor e na adoção de medidas para reduzir a letalidade da doença (Gubler 1989, Gubler & Clark 1994).

No Brasil, no início do século XX houve um combate sistematizado ao Aedes aegypti, com o objetivo de erradicar a febre amarela urbana (FUNASA 2001). Em meados da década de 30, a Fundação Rockefeller executou várias campanhas de erradicação do vetor no continente americano (Löwy 1999).

A partir da década de 40, a PAHO e a WHO coordenaram programas de erradicação continental do Aedes aegypti, obtendo êxito, principalmente no Brasil, que entre o início da década de 40 e final da década de 70 foi considerado, por duas vezes, área livre de Aedes aegypiti, em 1955 e 1973. (Donalisio et al.2001, Tauil 2002).

CONTROLE MAIS RECENTE NO BRASIL

No entanto desde a sua última reintrodução, em 1976, o mosquito não foi mais erradicado e isso ocorreu devido às falhas da vigilância epidemiológica e às más condições sócio ambientais decorrentes da urbanização acelerada, facilitando a dispersão ativa e passiva do mosquito. Nesta época foram utilizados métodos tradicionais na tentativa de erradicar o vetor, mas que não foram bem sucedidos.

Os programas, coordenados pela extinta Sucam, centraram-se em produtos químicos, com a limitada participação da comunidade e com pouca utilização de instrumentos epidemiológicos. Estes programas eram incapazes de conter a reprodução e dispersão do vetor por causa de sua grande capacidade de adaptação a um ambiente que muda rapidamente pela urbanização (MS/SVS 2003).

PLANO DE ERRADICAÇÃO DO AEDES AEGYPTI (PEAe)

Em 1996, o Ministério da Saúde do Brasil implantou o Programa de Erradicação do Aedes aegypti (PEAe). Na prática, o PEAe contribuiu para luta contra o vetor, aumentando consideravelmente recursos para o projeto.

PLANO DE INTENSIFICAÇÃO DAS AÇÕES DE CONTROLE DA DENGUE (PIACID)

As atividades da prevenção centraram-se principalmente em torno da utilização dos inseticidas, no entanto este programa não conseguiu diminuir o avanço do mosquito para a maioria dos estados brasileiros, com isso o Ministério mudou as metas de erradicação para controle do vetor e criou o Plano de Intensificação das Ações de Controle da Dengue, onde o foco das ações centrou-se no combate do vetor nas áreas de maior incidência da doença (PIACD) (FUNASA 2001).

PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE DA DENGUE (PNCD)

Dando continuidade ao PIACD, em 2002 foi implantado o Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), tendo como principais objetivos: reduzir a infestação pelo o Aedes aegypti, reduzir a incidência da dengue e reduzir da letalidade por febre hemorrágica da dengue (MS/FUNASA 2002, Braga et al. 2005). Os principais criadouros do mosquito são reservatórios artificiais de água, produzidos pelos seres humanos (Tauil 2006).

PROGRAMA ATUAL NO CONTROLE DA DENGUE (PNCD)

O enfoque atual do programa de controle da dengue é a eliminação mecânica dos criadouros, com vistas a reduzir os índices de infestação do vetor. Assim sendo, o combate atual ao Aedes aegypti inclui saneamento do meio ambiente que tem como base a educação, a comunicação e a informação visando esclarecer a população sobre os possíveis criadouros do mosquito. O combate direto ao vetor consiste em ações contra as larvas e contra os mosquitos adultos.

Para a eliminação das formas imaturas (larva) utiliza-se larvicida químico ou controle biológico com o uso de peixes e/ou bactérias específicas que infectam as larvas do mosquito e, para a eliminação da forma alada (mosquito adulto) utiliza-se inseticida químico (Tauil 2001, Teixeira et al. 2001, MS/FUNASA 2002).

O mosquito adulto já apresenta resistência aos inseticidas organoclorados, Organofosforados e, parcialmente aos piretróides. As larvas, também, têm apresentado resistência aos Organofosforados (Tauil 21 2006).

Cabe ressaltar que, atualmente, nenhum país do mundo conseguiu eliminar a transmissão da Dengue após a sua reemergência, na segunda metade do século XX (Tauil 2006). Considerando que não existem evidências da viabilidade de uma política de erradicação do vetor, em curto prazo, o PNCD busca incorporar às estratégias de controle, elementos como a mobilização social e a participação comunitária, para combater, de forma mais adequada, um vetor altamente domiciliado e facilmente adaptável às mais diversas condições ambientais.

Nossa Opinião:

15ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE (2015)

Na data de hoje (04/12/2015) no encerramento da 15ª Conferência Nacional sobre Saúde, ficou estabelecido que SEJA prioridade o combate sistemático ao vetor do Zika Vírus, o mesmo mosquito que transmite também a Dengue, Chikungunya e Febre Amarela, o Aedes aegypti; agora em virtude do agravamento de casos de Microcefalia (que é a malformação e diminuição do crânio humano, ainda durante a fase da MEIOSE (subdivisão da célula durante a formação do órgão) no país. 

INEFICÁCIA E ERROS SUCESSIVOS NO CONTROLE AO VETOR

O presente artigo (*Dissertação de Mestrado) procura mostrar que a luta contra o Aedes aegypti é antiga e não se conseguiu sua erradicação permanente, por uma série de dificuldades que passa desde a ineficácia no uso de inseticidas químicos, até o não alcance de ações urbanísticas também necessárias e infelizmente não realizadas, como o saneamento básico à população.

O plano atual de Controle do vetor Aedes aegypti (PNCD), que vigora desde 2002 é até realístico, pois agora incorpora ações mecânicas, químicas, biológicas e, sobretudo ações educativas à população. Em nossa modesta opinião, uma vez que temos formação técnica e científica nesta área há quase 15 anos e atuamos diariamente como agente de saúde, agora há quase 30 anos (1988) é que a grande falha se encontra na fase da comunicação com a população.

Nesse sentido corrobora conosco grandes especialistas em saúde pública, como o reconhecido Infectologista, Dr. Edmilson Migowski da UFRJ, como se depreende da matéria no link abaixo, que fala sobre a vergonha da Dengue no Brasil, pela falha de comunicação do gestor público junto à população.


Ao nosso melhor juízo, sempre é melhor fazer alguma coisa que nada, e óbvio, porém ações como essas que agora se pretende executar com a Defesa Civil Nacional, inclusive com a participação do Exército não resolvem jamais o controle sobre o vetor Aedes aegypti. Senão veja o por quê:

Quem atua já há quase trinta anos, diariamente no controle do vetor, já viu por diversas vezes essas ações, que são atabalhoadas com agentes do Exército, Bombeiros e outros, que da noite para o dia, sem um treinamento sólido (até pelo desespero para o imediato início das ações) são “jogados” nas ruas e na visitação de casas e muitas vezes nem entram de verdade no domicílio.

IMPOSSÍVEL O CONTROLE DO VETOR

Por esse e outros tantos motivos nunca até agora se conseguiu controlar permanentemente o Aedes aegypti e quem é técnico de verdade e é honesto admitirá prontamente que se não mudarmos à dinâmica do Controle, a tendência é a piora sistemática da situação, pois faltou e falta até agora “seriedade de verdade” neste trabalho que pode salvar vidas.

DINHEIRO A VONTADE SEM PRESTAÇÃO DE CONTAS DO TRABALHO

A primeira coisa a ser feita e que nunca se quis fazer, meramente por politicagem é atribuir urgentemente responsabilidade legal às PREFEITURAS E ESTADOS na prestação de contas sobre o que eles fazem ou deixam de fazer como entes federais, e, pasmem, só este ano eles contam com verbas de mais de R$ 1.250.000,00 (UM BILHÃO E DUZENTOS E CINQUENTA MILHÕES DE REAIS.

É uma doideira, porém recentemente o próprio Ministério da Saúde veio a público esclarecer que por lei as PREFEITURAS NÃO ESTÃO OBRIGADAS a prestação de contas sobre o trabalho desenvolvido no controle do mosquito Aedes aegypti.
Será que os Estados estariam obrigados a essa prestação de contas de mais de UM BILHÃO E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS, LIBERADOS PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE SÓ EM 2015?

SEM GRUPO DE EDUCAÇÃO NÃO SE CONTROLA O VETOR

Em Segundo lugar como o próprio PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE DA DENGUE (PNCD) prevê desde 2002 (mas não executa), deveria ser criado em cada PREFEITURA ou ESTADO, ou pelo próprio MINISTÉRIO DA SAÚDE um grupo de EDUCAÇÃO, treinado que fosse antes do agente de saúde, bater na casa do morador, (condomínios fechados, igrejas, clubes e associações) e levar até ele informações de qualidade, com panfletos, demonstrando dessa forma que o proprietário do imóvel é o principal responsável pelo controle do vetor em sua casa ou domicílio.

INFELIZMENTE ISSO NUNCA EXISTIU, NÃO EXISTE, E, PORTANTO NÃO É FEITO, o que inviabiliza totalmente a proposta de trabalho do agente de saúde, que ao tentar realizar a visita TÉCNICA domiciliar, não raro encontra o morador apenas (quando o recebe) querendo que deixe com ele o chamado “remedinho”. Caso o agente solicite realizar a vistoria de forma cabal, como deve ser feito, é muito comum confusão com o morador, dizendo o mesmo que está muito ocupado (a), tem que sair logo, e que o agente de saúde é o único que quer criar dificuldades para ele.

Eu mesmo, recentemente visitei alguns imóveis no município em que atuo e um Senhor que se identificou como policial me disse em tom sarcástico e com ameaça de modo velado que só eu é que estaria querendo realizar a visita técnica de modo cabal nas dependências da sua propriedade. 

Falei-lhe de que não se tratava disso e sim da nossa missão institucional do controle do mosquito Aedes aegypti, que pode causar vários agravos a saúde, inclusive o Zika Vírus  e que seu bairro é um dos mais infestados do Município, com 2,5% de infestação, quando o tolerável pela OMS é até 1%. Identifiquei-me inclusive com a carteira também da OAB, o que em tese parece que o fez refletir, se acalmar e até me pedir desculpas pela indelicadeza inicial.

SEM RESPONSABILIZAÇÃO LEGAL AO MORADOR NÃO EXISTE CONTROLE AO VETOR

Em terceiro e último lugar nos parece que os técnicos do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD) teriam se esquecido de atribuir ao agente de saúde maior autonomia legal, após evidentemente ter havido todas as tentativas para que o proprietário seja responsável por seu imóvel ao que tange o controle do vetor.

O próprio morador nos pergunta diariamente se haverá pelo menos a notificação do foco que reiteradamente encontramos em seu imóvel. Nos sonda rindo entre os dentes, pois sabem que o agente de saúde está ali para mais uma das inúmeras visitas anuais, só que para apenas ENXUGAR GELO.

ASSIM, COM ERROS ANTIGOS E SUCESSIVOS, FICA MUITO DIFÍCIL (IMPOSSÍVEL) O CONTROLE DO AEDES AEGYPTI NO BRASIL!


Crédito da Imagem: R7 Notícias

Fonte:

*Dissertação de Mestrado de Benigno Alberto Moraes Rocha
Orientadora: Profa. Dra. Marília Dalva Turchi
Goiânia – GO, 2008

Adaptação e algumas informações técnicas: Biólogo Ambiental Carlos Simas (Professor e Especialista pela UFRJ em Controle Químico de Insetos)

Retirado do endereço eletrônico abaixo especificado em 04/12/2015.



   
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sábado, 28 de novembro de 2015

Microcefalia e Zika Vírus - Confirmado.





     Créd: Ministério da Saúde


ENTENDA O CASO

O Ministério da Saúde confirmou nesta data (28/11/15), após o resultado de exames em bebê cearense de que a Febre Zika ou Zika Vírus, transmitido pelo mosquito da Dengue, o Aedes aegypti possui relação direta com a epidemia de Microcefalia no Nordeste.

Após divulgação de nota o Ministério da Saúde confirmou que os exames com amostras de tecidos e sangue do bebê que vinham sendo feitos no Instituto Evandro Chagas (referência nacional em doenças tropicais) deram positivo para Zika Vírus. Infelizmente este bebê apresentava além da microcefalia, malformação de outros órgãos e veio a falecer.

É importante frisar que se trata de algo inédito na ciência e, portanto, se precisará buscar, segundo o Ministério da Saúde conhecimento científico sobre como se dá os mecanismos de infecção na mãe gestante. O que já se sabe é que o risco de microcefalia ocorre nos primeiros três meses da gravidez, quando se formam os órgãos e tecidos do bebê (nascituro)

Em quatorze estados da federação já foram isolados o Zika Vírus e pelo fato da maior parte da população nunca ter sido infectada, existe uma enorme chance de epidemia da doença, sobretudo porque como sabemos, o transmissor do agente etiológico (vírus) é o mesmo mosquito que também transmite a Dengue e Chikungunya.



CAMPANHA CONTRA O AEDES AEGYPTI

Em meio a todo este imbróglio a campanha nacional anual contra a Dengue foi lançada durante esta semana, muito embora a população não veja resultados práticos e concretos sobre as alegadas ações de controle, que ficam a cargo das prefeituras e como o próprio Ministério da Saúde já veio a público recentemente dizer: Elas (as Prefeituras não são obrigadas por lei a prestar contas).

Pelo jeito nem sobre os mais de um Bilhão já disponibilizado para o controle da Dengue e demais agravos e muito menos sobre o trabalho, que não é realizado.
Trabalhamos diariamente no campo, de casa em casa; apesar da nossa formação como Biólogo Ambiental, reconhecido no sistema SIGEPE.

Tentamos há quase trinta anos agora (desde 1988) alertar nossas chefias e prefeituras por onde passamos de que se o agente de saúde não possui um mero bloco timbrado para a devida notificação ao morador que reluta em não colaborar, estamos e estaremos na verdade enxugando gelo.
Infelizmente dá no que dá, desconsiderar sumariamente o óbvio e a opinião do trabalhador de campo.

A MAIOR EPIDEMIA DE DENGUE

Neste ano de 2015 já há a maior epidemia de Dengue de todos os tempos, sem contar casos de Chikungunya e Zika Vírus, sem contar com os casos não notificados e sub-notificações.  
São mais de 1.500.000 (Um Milhão e Quinhentos Mil) casos de Dengue e, olha que o Verão só está começando agora, que é a época chuvosa e de grande reprodução de mosquitos.


Para não dizerem que não falei das flores (e olha que sempre falei e falo) é hora de mais uma vez oferecer também soluções às autoridades, como o faço agora; largar vaidades políticas, pois são vidas que estão em jogo, formar equipes capacitadas, educar ao morador, fazer visitas por meio de equipe de educação (IEC) devidamente capacitada aos condomínios fechados, (até pelo fato do medo da violência urbana).

É necessário e urgente conversar e explicar aos Síndicos e Porteiros da gravidade do momento atual, no que concerne a entrada em apartamentos fechados e recusados o ano inteiro, que não raro (mais de 70% de imóveis fechados), quando conseguimos visitar encontramos focos de mosquitos até na piscina abandonada da cobertura.


São mais de 80% dos focos do Aedes aegypti que estão dentro das casas e precisamos eliminar esses criadouros com urgência!

     Créd: Ministério da Saúde


QUERIA FALAR DE ALEGRIA AO INVÉS DE TRISTEZA

Depois de se fazer tudo isso, que nunca é feito pelas Prefeituras, o que deveria ainda ser feito? Multar, sim, a todos que não se respeitam e muito menos ao poder público e, sobretudo a coletividade.

Temo, porém, que minha insignificante voz mais uma das centenas, ou quem sabe, milhares de vezes ficará no vazio, na angústia de saber que muitos perecerão inutilmente; ainda assim reajo em minha solitária obrigação, a missão em colaborar, para que ninguém adoeça com Dengue, Chikungunya ou Febre Zika.

Como diz uma antiga música, “Queria falar de alegria ao invés de tristeza, mas não sou capaz”, porque não interessa aos que detém o poder de fazer, tomar medidas práticas e eficazes que salve vidas da Microcefalia.


PRINCIPAIS SINTOMAS DE ZIKA VÍRUS

Intensa vermelhidão nos olhos (conjuntivite) e erupção (coceira) pelo corpo
Febre, dor de cabeça e pelo corpo (pode ocorrer diarréia em alguns pacientes)

    Créd: Ministério da Saúde



    Créd: Ministério da Saúde




Crédito da imagem: R7 Notícias


Nossa Opinião:


“Podemos lutar e vencer, mas depende muito também de quem tem o poder nas mãos querer”


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sábado, 1 de agosto de 2015

Cupins - Insetos Sociais Altamente Organizados.




























Crédito da Imagem: Fiocruz


Os problemas com cupins vêm crescendo e causando prejuízos cada vez maiores em diversas áreas urbanas no Brasil e no mundo. 

Forma Social e Organização:

Os cupins vivem em sociedade altamente eficiente e organizada. Infelizmente a organização e eficiência desses insetos sociais pode causar, e de fato vêm causando fortes danos ao patrimônio material e cultural humano.

A rainha e o rei são os mais importantes membros da colônia. Suas únicas funções são o acasalamento e a postura de ovos. Outros cupins alimentam e cuidam da rainha, que pode viver de 25 a 50 anos.

Milhares de ovos são produzidos anualmente pela rainha e são cuidados pelos operários. Dos ovos nascem as ninfas, que são alimentadas por substância regurgitada pelos operários (trofaloxia), estes estéreis e cegos, buscam material celulósico para alimentar toda a colônia, destruindo assim, tudo em forma de madeira que possam encontrar pelo caminho.

Biologia da Espécie:

Alguns cuidam da rainha, ovos, soldados e ninfas. Os soldados no estágio final apresentam uma cabeça grande com fortes mandíbulas. São geneticamente programados para proteger a colônia contra o ataque de predadores externos como as formigas.

O reprodutor de substituição pode substituir a rainha em caso de morte. A revoada acontece quando os reprodutores criam asas e deixam a colônia. Operários os ajudam a percorrer os túneis até a saída. 

Não conseguindo voar grandes espaços por muito tempo eles caem rapidamente ao solo, arrancando suas asas e formando casais.
Este recém-formado casal encontram um local apropriado para formar sua própria colônia como rei e rainha.


O ciclo de vida dos cupins se repete quando a rainha começa a postura de ovos que se tornarão ninfas, operários, soldados ou reprodutores.

Controle da Espécie:

Sempre que possível evitar o acúmulo de sobras de madeira em locais quente/úmido, sobretudo guardados em locais junto a residência/prédio.
Vistoria constante de locais escondidos, de difícil acesso, como sótãos, porões, etc. Evitar também nesses locais vazamentos em canalizações.

E, finalmente, tratando-se de infestação confirmada de Cupins, devido sua alta complexibilidade, para o devido controle, requer sempre a intervenção de profissional habilitado. 

Fonte da Matéria: 

Fiocruz/Biólogo Ambiental Carlos Simas


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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Olimpíadas 2016 - As Águas das Competições Estão Mortas.



Crédito da Imagem: Biólogo Mário Moscatelli

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Meu ex-professor de Graduação em Biologia Ambiental, o Biólogo Mario Moscatelli​ tem alertado há muitos anos sobre essa irresponsabilidade da extrema poluição por esgoto e lixo doméstico na Baía de Guanabara e tem toda razão. Está mais que provado que este importantíssimo corpo hídrico se transformou no maior privadão do Brasil.

As imagens com manchas em forma de línguas negras dizem por si o que cientistas sérios alertam sobre este estado de calamidade das nossas águas reservadas para as Olimpíadas 2016 no Brasil.

O grupo de bactérias freqüentemente relacionado à água é o grupo dos coliformes, que incluem  os generos Klebsiella, Escherichia, Serratia, Erwenia e Enterobactéria. Os coliformes fecais vivem no intestino dos animais como bois, porcos, cachorros, gatos, homens etc, sem lhes causar prejuízos. Eles são adquiridos quando penetram pela pele ou quando são ingeridos juntamente com a água ou alimentos contaminados e são constantemente liberados em grande quantidade, junto com as fezes.

Foto de 5 de julho mostra águas fétidas fluindo até a Lagoa Rodrigo de Freitas, onde estão programadas as provas do remo e canoagem durante as Olimpíadas de 2016 (Foto: Felipe Dana/AP)


Quando se faz a análise da água e se encontra contaminação por coliformes fecais significa que naquele local houve descarga de esgoto em período recente, o que aumenta a probabilidade de haver ali ovos e larvas de parasitas intestinais, visto que, estas formas também podem ser eliminadas com as fezes.

Desse modo, a presença de coliformes fecais, que são mais facilmente detectáveis em exames de rotina de laboratório do que as formas parasitárias, indica que a água não deve ser utilizada, porque há um risco aumentado de infecção e o consequente aparecimento de várias doenças, que vão desde às de pele até as diarréias intestinais sanguinolentas causadas principalmente por bactérias do gênero Escherichia.

Despoluição da Baía de Guanabara foi anunciada como maior legado dos jogos olímpicos; mas ainda é distante de se tornar real (Foto: AP Photo / Silvia Izquierdo)


Fato ainda mais preocupante é que apesar das bactérias que existam na água salgada e diante de alta insolação suportarem pouco tempo, os adenovíros, igualmente muito perigosos à saúde humana e também existentes em águas poluídas por esgoto in natura, podem sobreviver nesse meio por meses e anos, o que significa que mesmo que as águas olímpicas fossem completamente limpas hoje, o que só é possível por mágica, ainda assim, estariam poluídas durante as competições . 

Foto de 28 de julho mostra trabalhadores retirando sujeita em um canal na Favela da Maré, no Rio de Janeiro (Foto: Silvia Izquierdo/AP)


Diante do quadro exposto, a atual situação, em relação ao sistema hídrico para as Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro é caótico, pois as águas estão mortas e, só não vê e admite aqueles que não tem o mínimo interesse!

Biólogo Ambiental Carlos Simas​