quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A Descentralização Que Não Deu Certo.




    A febre amarela urbana também é transmitida pelo Aedes aegypti
   (Foto: Reprodução EPTV)




Todo resultado é o efeito de fatos propagados no tempo.
Venho alertando há anos de que este modelo de trabalho descentralizado de controle do Aedes aegypti, entregue às Prefeituras não deu certo, é tratado como apenas mais um reforço de caixa por elas, e, portanto, na prática o trabalho de combate diário ao vetor é como enxugar gelo.

Na condição de servidor federal (agente de combate as endemias), trabalhando diariamente de casa em casa, desde 1988, portanto há quase trinta anos, ainda não vi um governo sequer, que tenha passado pelo Palácio do Planalto, tratar com seriedade esta grave questão, que é ou deveria ser de urgência, saúde pública e coordenado diretamente pelo governo federal, por meio dos seus agentes.

Ou seja, não evoluímos de verdade durante todo este tempo em relação ao controle sério desse terrível e mortífero vetor.


Por outro lado, o Aedes aegypti tende cientificamente, como qualquer outra forma de vida, evoluir e se tornar mais perigoso e adaptado, para a preservação da sua espécie.


A capacidade de transmissão de novas doenças é apenas uma pequena mostra de que agora, além de transmitir Dengue, Febre Amarela Urbana e Chikungunya, também pode transmitir à fetos de mulheres grávidas (nos primeiros três meses de gravidez), a terrível microcefalia, por meio do Zika Vírus.

Portanto, esta descentralização não deu certo.
Ou se muda esta equivocada metodologia de controle do Aedes aegypti, ouvindo-se quem trabalha no campo, ou continuaremos, ao contrário do mosquito, "REGREDINDO" !!

Carlos Simas é Professor Pós-Graduado e Biólogo Ambiental, Especialista em Controle Químico de Insetos Pela UFRJ.

Telefone: (22) 999052882

E-mail: biocarlossimas@gmail.com


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